Natural de Conselheiro Lafaiete, no Rio de Janeiro, filha de pais humildes, teve uma vida cheia de dificuldades.
A mãe morreu quando ainda era criança, trabalhou como operária, mas um acidente a deixou dois anos fora de atividade.
Quando pôde trabalhar novamente foi como doméstica.
Casou jovem e teve cinco filhos. Quando estava grávida do sexto o marido morreu.
Sozinha, com tantas crianças para criar, foi salva pelo talento como compositora.
Embora só tenha feito o antigo curso primário, gostava de escrever músicas, influenciada pela Jovem Guarda.
Helena compôs "Na Lua Não há", em 1963, canção que pretendia ver gravada por Cauby Peixoto.
Não conseguiu ser atendida pelo artista e foi aconselhada a procurar Roberto Carlos, ainda relativamente desconhecido.
Viu nele um menino, quando o conheceu no rádio, mas foi bem atendida e o cantor gostou da composição.
Roberto gravou a música de Helena justamente no tempo em que estava se projetando nacionalmente.
Com os direitos de "Na Lua Não Há" a compositora comprou um apartamento e ajeitou a vida.
Roberto Carlos considerava que Helena lhe dava sorte e ao longo dos anos 60 gravou várias músicas suas como Meu Grande Bem, Sorrindo Para Mim, Fiquei Tão Triste, Esperando Você e do Outro Lado da Cidade.
No aclamado álbum de 1970, tem ter uma canção de Helena para gravar, Roberto colocou no nome da amiga a música "O Astronauta", que foi uma das mais tocadas do disco.
Helena dos Santos, sem ter feito a canção, recebeu uma boa grana em direitos autorais.
A mulher humilde que saiu da extrema pobreza para uma vida decente, graças à vocação de compositora, morreu no Rio de Janeiro em 2005, aos 83 anos.
*Foto: Reproduzida do Blog Lafaiete Agora.

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