O SIGNIFICADO DA PRÉ-CANDIDATURA DE JOÃO CAMPOS AO GOVERNO


Tudo indica que este ano teremos um verdadeiro "clássico político",  uma disputa eleitoral empolgante pelo governo de Pernambuco.

De um lado a governadora Raquel Lyra (PSD), com a caneta na mão, um exército de prefeitos e o discurso da continuidade.

O seu provável adversário é o jovem prefeito do Recife, João Campos (PSB), filho de Eduardo Campos e bisneto de Miguel Arraes.

Pré-candidato socialista representa não somente a oposição, a alternância de poder a nível estadual, mas também um projeto que visa um passo ainda maior, lá na frente.

Eduardo Campos sonhou em chegar ao Palácio do Planalto e tinha carisma e talento político suficientes para chegar lá.

Uma tragédia interrompeu a vida e as pretensões do ex-governador.

SEMELHANÇAS

João Campos parece com o pai não apenas fisicamente, também demonstra ter as mesmas habilidades tanto para fazer política quanto para administrar.

Se elegeu deputado federal com apenas 23 anos, em 2018, tendo sido o mais votado do estado.

Aos 27 chegou à prefeitura da capital, conquistando a reeleição, em 2024, com votação recorde.

A aprovação ao seu governo, no Recife, é muito grande.

Com o nome forte em toda Região Metropolitana, na Zona da Mata, Agreste e Sertão, tudo indica que irá se afastar da prefeitura para disputar a eleição de governador.

ESQUERDA VERSUS DIREITA

Na cabeça de muitos, João é a alternativa da esquerda para o pós-Lula.

O presidente brasileiro está com 80 anos. Caso seja reeleito, a tendência será parar,  ao concluir mais um mandato.

Lula ainda não tem um herdeiro político. 

Nenhum nome do PT tem cacife político, no momento, para enfrentar essa direita beligerante que surgiu no país em 2018.

Esse espaço poderia ser ocupado por João Campos, no caso de uma vitória na eleição para governador de Pernambuco.

Embora muitos não considerem o filho de Eduardo um político de esquerda, ele atua no campo progressista, tem o sentimento do povo, herdado do pai e do bisavô.

O socialista além de ter o DNA de esquerda passado por Arraes, é aliado do presidente Lula.

A governadora Raquel Lyra, que na eleição de 2022 não declarou apoio ao petista, independente do que fizer este ano terá o apoio de bolsonaristas do estado.

Ficará, portanto, à direita do seu oponente.

EXPECTATIVAS

João, caso chegue ao Palácio das Princesas,  terá tudo para avançar em relação ao governo de Raquel, que no 4º ano ainda não conseguiu atender as expectativas dos que votaram nela em 2022.

Assim, a eleição do filho de Eduardo poderá alçá-lo ao plano nacional, provavelmente com possibilidades de retomar o projeto do pai, interrompido pela fatalidade.

Habilidoso como é, caso chegue ao governo o líder socialista poderá atender as expectativas que foram frustradas por Raquel.

A QUESTÃO LOCAL

Uma vitória do socialista vai beneficiar Garanhuns, que tem o prefeito Sivaldo Albino e seu filho, deputado estadual Cayo Albino, como aliados de primeira hora de João Campos.

Raquel, em mais de três anos de governo, não tem uma única obra relevante no município que lhe deu expressiva vitória quatro anos atrás.

João Campos, hoje, é pré-candidato com amplo favoritismo em Garanhuns, no Recife e na maioria dos municípios pernambucanos.

Se o quadro atual persistir até outubro e o jovem engenheiro se tornar governador, não tenham dúvidas: a mudança em Pernambuco vai ter desdobramentos na política nacional.

2 comentários:

  1. O Presidente Lula não tem em mente, hoje, vários COMPANHEIRxS capacitados para substituí-lo? Que é isso gente.
    Tem sim e vários, muito bem capacitadXs, entre eles Flávio Dino, Haddad, Marina Silva, Lindenberg Farias, entre outros.
    O JCampos, se eleito Governador, terá que TRABALHAR MUITO, mas MUITO MESMO, para "sonhar" em concorrer à Presidência da República. Substituir Lula, 😉😉😉 aí são "mais quinhentos".

    ResponderExcluir
  2. PAULO CAMELO: Não há inconveniente quando uma pessoa progressista vota em outra de Direita. O problema há, quando essa pessoa progressista eleva de patamar o político de Direita para a Centro Esquerda e pior, para à Esquerda. Devemos sempre pensar em contribuirmos com a politização das massas populares, especialmente em campanha eleitoral. Raquel e João Campos, são políticos que oscilam entre à Direita e a Centro Direita. O que ocorre em Pernambuco é que o PT, partido de Centro Esquerda, dar muita "bola" para o PSB, cujo partido nem sempre vota com o governo Lula, isto é, no Congresso Nacional. Lembrando que o PSB votou, em meados de 2016, pela cassação da ex-presidente Dilma. No caso específico do Garanhuns, nós precisamos ser mais criteriosos na escolha dos governantes do município, uma vez que não é possível que um Prefeito faça oposição sistemática ao governo do Estado. Não precisa ser aliado, mas oposição sistemática nunca. Afinal, o município não é propriedade privada do Prefeito. Fazendo uma retrospectiva, veremos que um dos poucos prefeitos que tinha acesso ao governo do Estado era Ivo Amaral (in memorian). Outros prefeitos não faziam oposição sistemática, mas não tinham acesso ao governo estadual, a exemplo de Luís Carlos (in memorian) e Silvino Duarte. O que o João Campos e o Felipe Carreras querem é dominar a cidade eleitoralmente com o apoio do prefeito atual. Lembro-me que o ex-governador Jarbas Vasconcelos sempre que vinha a Garanhuns era vaiado. Essa atitude é completamente equivocada. Ok, Moçada!

    ResponderExcluir