O COMÉRCIO EM GARANHUNS E NA REGIÃO DO AGRESTE MERIDIONAL

Magazine Pérola
Loja de S. Moraes

Até os anos 90 o comércio nas cidades do entorno de Garanhuns era fraco, comparado aos dias atuais.

Apenas na Suíça Pernambucana eram encontrados produtos como eletrodomésticos e móveis.

Até mesmo roupas e sapatos eram comprados preferencialmente em Garanhuns pelos moradores de Angelim, Jupi, Capoeiras, Caetés e outras cidades da região.

Isso foi mudando ao longo do tempo e atualmente em qualquer cidade do Agreste Meridional se encontra praticamente de tudo.

Em Capoeiras a loja de Linda Almeida concorre com as de Garanhuns.

E a empresária está terminando um prédio novo que vai expandir mais ainda seus negócios.

Caetés é uma das cidades de pequeno porte que mais cresceu nas últimas décadas e o comércio de lá se tornou forte, é movimentado em qualquer dia da semana.

Houve um tempo em que duas lojas se destacavam aqui na Terra de Simoa Gomes: a de S. Moraes, o "Mão Aberta" e a de Ferreira Costa, que já foi do lado oposto da avenida.

Nos anos 70,  S. Moraes vendeu rádios, para os moradores da zona rural dos municípios da região, "como se fossem água".

Saíam as centenas, aos milhares e Severiano Moraes ainda arranjou revendedores para seus produtos nas cidades pequenas da região.

Eram aparelhos de rádio enormes, de madeira, que funcionavam com pilhas, que alguns chamavam de "elemento".

Vi muitas vezes matutos no estabelecimento do meu pai pedindo "alimento pra rádio".

Matuto. Acho que não existe mais ninguém que possa ser chamado assim.

Todos agora têm internet, usam as redes sociais da mesma maneira dos que moram nas grandes capitais.

O comércio mudou, junto com os costumes.

Praticamente não se compra rádio hoje. E os aparelhos de TV evoluíram. São de alta definição e chegam a ter 130 polegadas.

E televisão agora oferece, além das baboseiras da TV aberta, filmes, documentários e séries, através de streamings como o Prime e a Netflix.

PONTOS DO COMÉRCIO

No tempo em que se dependia de Garanhuns pra tudo, no comércio, a Barão do Rio Branco era um polo, dentro da cidade, com muitos estabelecimentos.

Luiz Tenório era um dos empresários mais fortes. Ganhou dinheiro no comércio e gastou na política, dizem, vencendo várias eleições para a prefeitura de Iati.

Na Rua Melo Peixoto, praticamente em frente ao atacadão de Dudu, Reinaldo Bolinha vendia miudezas.

Um dos artigos encontrados lá era baralho, artigo não tão fácil de achar.

Por isso Seu Reinaldo "dava as cartas", com essa mercadoria.

O Pérola já surgiu em outro momento e foi certamente a melhor loja que já teve em Garanhuns.

Os funcionários e funcionárias atendiam muito melhor que em Ferreira Costa e tinha de tudo. Até a lanchonete era bacana.

No Magazine Pérola o cliente encontrava boas roupas, artigos de casa,  fogão, móveis, aparelhos de TV, relógios e todo tipo de loja.

A loja de Seu Marinho durante anos foi um point da cidade. As pessoas marcavam encontro em frente ao estabelecimento.

O empresário também teve uma rede de supermercados, as lojas bem organizadas, limpas, com excelente oferta de produtos.

Infelizmente tudo desmoronou e o Pérola hoje é só lembrança.

Com o crescimento do comércio nas outras cidades da região, as lojas locais perderam muitos clientes.

Hoje cada vez menos pessoas saem de Calçado, Correntes, Lajedo, Lagoa do Ouro, Canhotinho, Angelim, Caetés ou Capoeiras para comprar no comércio de Garanhuns.

A crise nos negócios não se dá só pelas questões econômicas do país; também por essa nova realidade, que as pessoas não precisam mais pegar vans ou ônibus para vir a Suíça Pernambucana gastar.

Aliás nem ônibus tem mais entre Garanhuns e as cidades do seu entorno.

O número de passageiros diminuiu a tal ponto que as empresas de ônibus perderam o interesse em interligar os municípios do Agreste Meridional.

No comércio atual de Garanhuns, surgiram novos empreendimentos. Na área de eletrodomésticos, veio a Casas Bahia, a Laser, por último a Bruno Eletro.

Setor de supermercados recebeu o Assaí, o Atacadão e recentemente o Atacarejo.

Tem ainda o Juntos Somos Mais, de um empresário da região mesmo.

Os supermercados estão presentes também nos bairros. A Rede Bonanza tem uma loja até na Cohab II.

VOCAÇÃO

Garanhuns é uma cidade que tem vocação comercial. E para o turismo também, é claro.

Com sua beleza natural, a geografia privilegiada, o clima agradável, atrai pessoas de todas as partes do país o ano todo, principalmente quando acontecem grandes eventos como o Festival de Inverno e os Encantos do Natal.

Dos anos 90 para cá cresceu de forma muito significativa o setor de hotéis, bares e restaurantes.

Na área de hotelaria as cidades pequenas da região não se desenvolveram e quando um artista vem se apresentar em qualquer cidade do Agreste Meridional se hospeda num dos estabelecimentos de Garanhuns.

O Hotel Tavares Correia tem uma tradição de quase 100 anos.

Já o Palace, iniciativa do saudoso Givaldo Calado, é aconchegante e moderno e normalmente abriga as estrelas que vêm participar do Festival de Inverno de julho.

Existem muitos outros, mas esses dois são os principais.

Garanhuns se desenvolveu com as faculdades, os hospitais, as clínicas, a abertura de avenidas, a pavimentação de centenas de ruas, o surgimentos de bons restaurantes, o novo cinema Eldorado, a tecnologia, as boas gestões, principalmente a atual, de Sivaldo Albino.

Mas tudo começou lá atrás e o comércio teve um papel importante nessa história, inclusive com as feiras semanais na Ceaga, Boa Vista, Heliópolis, Magano, Cohab I e Cohab II.

*Fotos: Arquivos do blog.

Um comentário:

  1. Blogueiro, discordo sobre não haver mais linhas de ônibus na região, por falta de "passageiros". As linhas da Jotude e Astrotur sumiram por falta de qualidade dos transportes e horários inadequados. Veja Paranatama: Sobre transporte alternativo, outrora eram meia dúzia com Rural, Caravan e Kombi. E só rodavam lotados. Houve uma mudança radical no comportamento dos passageiros, em função da melhoria na qualidade de Vida pra MUITO MELHOR, adventistas da política social dos Governos do PT. Paranatama oferece hoje, transporte alternativo a cada 30 minutos, iniciando as 5hs45 até às 18hs quando os trabalhadores retornam para o descanso. Precisamos de transporte alternativo aos Domingos e Feriados.

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