O escândalo envolvendo a Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal, EPTI, levou à demissão do presidente da estatal.
Nesta terça-feira a governadora Raquel Lyra demitiu, a pedido, o presidente da EPTI, Antônio Carlos Reinaux. A informação é que o ato de exoneração está no Diário Oficial desta quarta-feira.
Essa confusão começou com matérias do site Metrópoles, do Sudeste do país, revelando que a empresa estadual que fiscaliza o transporte intermunicipal permitiu que a Empresa Caruaruense, da família Lyra, operasse três anos irregularmente.
Por conta desse caso, o deputado estadual Romero Albuquerque, do União Brasil, entrou na Assembleia Legislativa com um pedido de impeachment da governadora de Pernambuco.
O escândalo fez com que Caruaruense encerrasse suas atividades, depois de mais de 60 anos, entregando as linhas que operava à empresa estadual de transporte coletivo.
Esse episódio mexeu tanto com a política estadual, que a governadora Raquel Lyra, durante encontro na Amupe, esta semana, usou da palavra durante mais de uma hora, quando fez a defesa da honra de sua família.
O ano passado o governo passou por um escândalo de iguais proporções.
Foi quando o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Álvaro Porto, denunciou a existência de uma "milícia digital palaciana", comandada pelo jornalista Manoel Medeiros, assessor de Raquel Lyra.
Em agosto de 2025, Manoel deixou o governo, como fez agora o presidente da EPTI.
A governadora já escolheu o substituto de Antônio Carlos Reinaux na Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal. Será Yuri Coriolano, que já participa da gestão estadual.

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