Prefeito é acusado de liderar um esquema criminoso, que desviou movimentou, num curto período de tempo em torno de R$ 68 milhões, com desvios, através de licitações fraudulentas de R$ 15.710.135.20.
Além do prefeito mais 12 pessoas de Pesqueira se tornaram réus.
A lista inclui ex-secretários municipais, vereadores, um engenheiro, empresários e até um tenente da Polícia Militar.
Os crimes praticados pela organização criminosa teriam sido praticados entre janeiro de 2021 e setembro de 2022.
Os vereadores Jucenildo José Simplício Freira, conhecido como Sil Xukuru (PT), e José Maria Alves Pereira Júnior, o Pastinha Xukuru (PP), que foi presidente Câmara Municipal, respondem à ação criminal, juntamente com o cacique Marcos Xukuru.
Na denúncia apresentada pelo Ministério Público, o Cacique Marcos é apontado responsável por dirigir o suposto esquema criminoso.
O prefeito, que era secretário de governo, na gestão de Bal de Mimoso, era chamado de chefe, prefeito, cacique ou simplesmente o homem pelos demais participantes.
De acordo com a promotoria, as licitações foram direcionadas para compensar doações de campanha, calculadas em cerca de R$ 2 milhões, na eleição de 2020.
“O modus operandi da organização criminosa envolvia diversas práticas ilícitas coordenadas para direcionar contratações públicas, manifestando-se concretamente", relatou o representante do Ministério Público.
ACUSADOS
Segundo a denúncia do MP, o grupo se organizava em dois núcleos.
O primeiro formado por integrantes da Prefeitura, o núcleo “Público” seria responsável por direcionar concorrências, fornecer informações privilegiadas e aprovar pagamentos indevidos.
Já o “Privado”, composto por empresários, pagavam propinas e participavam da lavagem dos valores obtidos.
Estão entre os réus o ex-secretário Adailton Suesley Cintra Silva Taumaturgo e o engenheiro Francisco Alves do Nascimento, responsável por fiscalizar os contratos, e Adilson Ferreira, que foi presidente de Comissões Permanentes de Licitação entre 2021 e 2022.
A lista de empresários denunciados inclui Paulo Antônio Paezinho de Araújo, da MGA Construtora Ltda; José Janailson Cavalcanti, sócio-administrador da Construtora Cavalcanti Ltda e Cavalcanti & Cavalcanti Ltda, e José Washington Marques Cavalcanti, apontado como o verdadeiro proprietário da DLG Construtora Ltda, registrada no nome de familiares.
Os outros réus são Rozelli Cícera de Souza, Maria Janaína Cavalcanti, Jaelson dos Santos Júnior e José Djailson Lopes da Silva. Esse último, que é 1º Tenente da Polícia Militar de Pernambuco, também responde à investigação na Corregedoria da Secretaria de Defesa Social.
Em nota, a defesa do prefeito informou que ainda não foi comunicada oficialmente das acusações, mas confia que restará comprovada sua inocência, reafirmando sua plena confiança no Poder Judiciário de Pernambuco.
*O texto inclui informações publicadas no Diario de Pernambuco.
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