Na democracia não deve haver censura, instrumento típico das ditaduras.
Mas no Brasil, nos últimos tempos, algumas atitudes tomadas contra jornalistas são semelhantes a casos que vivemos na época da ditadura.
Cristina Fibe, colunista do Portal UOL, comentou nesta sexta-feira dois casos preocupantes.
Um foi de Renato Estrella, médico, de 39 anos, acusado de armazenar imagens e vídeos de violência sexual contra crianças.
Além de dizer que provará sua inocência, a defesa de Estrella tomou outra atitude quando foi procurada pelo UOL, há cinco meses: tentou censurar o texto de Pedro Lopes e Marcos Candido. Entre julho e dezembro, conseguiu.
O outro caso, mais recente, foi noticiado pelo site Intercept Brasil, e a intimidação foi ainda mais longe:
O pedido vai contra a Constituição, que garante o sigilo da fonte jornalística.
A exigência gera custos e desgaste ao Intercept e à autora da reportagem, Schirlei Alves.
"A jornalista é alvo de uma das maiores ofensivas de intimidação ao exercício da profissão", registrou Cristina Fibe.
Schirlei foi processada pelo juiz e pelo promotor presentes à audiência. Perdeu em ambos os casos.
Atualmente a repórter recorre de uma condenação em primeira instância a um ano de prisão em regime aberto e R$ 400 mil de multa.
Triste quando integrantes da justiça se comportam dessa forma, desrespeitando a lei e direitos duramente conquistados.
Importante ressaltar que estamos relatando casos que envolvem jornalistas de verdade, que fazem um trabalho sério e são ligados a sites importantes e respeitados.

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