A ESCRAVIDÃO NA LITERATURA BRASILEIRA

A escravidão deixou marcas profundas na sociedade brasileira.

Os escravos foram libertos oficialmente em nosso país em 1888, com proposta aprovada no senado e sancionada pela Princesa Isabel.

O Brasil foi o último país do continente americano a abolir o trabalho escravo.

Mas a mentalidade escravocrata persiste ainda hoje, em setores das classes alta e média.

Muitas empregadas domésticas são tratadas como escravas ou condição análoga, situação existente também em algumas fazendas das regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste.

"Torto Arado, aclamado romance de Itamar Vieira Júnior, publicado em 2019, tem como tema a "escravidão moderna".

Por sinal a literatura aborda essa chaga da vida brasileira desde o século XIX.

"A Escrava Isaura", um clássico do romantismo brasileiro, publicado em 1875, é um libelo contra a escravidão.

À época o país estava em plena campanha abolicionista, algumas leis já tinham sido proclamadas favorecendo os negros,  até chegar o célebre 13 de maio.

Bernardo Guimarães, autor do romance "A Escrava Isaura", "O Seminarista" e vários outros livros, foi também professor e juiz.

Neste último cargo, decidiu libertar todos os presos de uma cidade, que tinham praticado delitos leves.

Caiu em "desgraça" por isso.

Era um homem à frente do seu tempo. No seu romance mais famoso, além de condenar duramente a escravidão, de se colocar a favor da causa abolicionista, esboça ideias socialistas através de um dos personagens do livro.

"A Escrava Isaura recebeu adaptações para o cinema e a TV.

A primeira novela, na Globo, foi exibida em 1976, com adaptação de Gilberto Braga.

Em 2004 foi a vez da TV Record fazer um remake da novela original.

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