POR QUE UM FESTIVAL DE INVERNO COM TRÊS SEMANAS?

Gal Costa na 30ª edição do Festival de Inverno

A ideia não é nova, foi concretizada em 2022, na 30º edição do FIG e os números mostram que deu muito certo.

Alguns ficam usando as redes sociais, sem apresentar dados, sem argumentar, se referindo ao Festival de Inverno como uma festa qualquer.

É muito mais que isso. o FIG de Garanhuns é um dos maiores eventos multiculturais do Brasil e da América Latina.

Por aqui já passaram os mais importantes artistas da música popular brasileira, grandes nomes do teatro, se divulgou literatura, dança, circo e a cultura popular com as suas inúmeras manifestações.

O Festival atrai gente de todo o Nordeste e até de cidades do Sul e Sudeste.

As pessoas que vêm a Garanhuns, no mês de julho, não vêm simplesmente curtir uma festazinha, o show de determinado artista.

Gente do Recife, Maceió, Caruaru, Natal, João Pessoa, Aracaju, São Paulo, Belo Horizonte decide vir a Garanhuns pela cidade, o clima atípico na região Nordeste.

Pelas belezas naturais da cidade e pela ampla oferta de atrações em mais de 20 polos diferentes.

Quem não gosta de multidões e evita a principal praça de eventos, vai ver uma sessão de cinema no Eldorado, dentro da programação organizada pela Fundarpe, assiste uma peça de teatro no Centro Cultural.

Ou um show de Adriana Calcanhoto ou Mona Gadelha, no mesmo teatro Alfredo Leite Cavalcanti.

A cidade fica cheia, os parques não cabem de tanta gente. Os hotéis, bares e restaurantes lotam. O comércio faz negócios como se tivéssemos um natal antecipado.

Se o Governo do Estado investe alguns milhões e a prefeitura também, esse dinheiro não está sendo jogado no mato.

Circula dinheiro na economia da cidade como em poucas ocasiões. Uma quantia muito superior ao que os governos investem.

Esse dinheiro fortalece o comércio e também o Estado e o Município. Pois não se paga nada sem que role um imposto para os cofres públicos.

Um festival de 9 dias, como era antes, aquecia a economia local e regional.

Com 17 dias, mais gente nas ruas, mais gente comprando, consumindo, mais dinheiro circula no município.

É preciso ter uma visão macro do evento. Ter conhecimento de que não é apenas festa. É isso também. E cultura, informação, conhecimento, divulgação pra cidade, fortalecimento do setor de serviço, do comércio formal e do informal.

As conversas do prefeito Sivaldo Albino com os representantes do governo estão se dando num nível civilizado. Não existe briga alguma, como querem enxergar alguns, com a intenção de politizar.

Garanhuns e o FIG são maiores do os interesses pessoais ou políticos. O Festival começou com Ivo Amaral e Joaquim Francisco, continuou e só cresceu com Bartolomeu e Arraes; Silvino e Jarbas; Luiz Carlos e Arraes, Izaías e Paulo Câmara, Sivaldo e Paulo Câmara e agora com o prefeito atual e Raquel Lyra.

Eles vão passar e o Festival de Inverno vai continuar, porque não há como ir contra esse patrimônio da cidade e do povo pernambucano.

Se a fórmula do ano passado, com ampliação do número de dias - os shows sendo realizados nos finais de semana - deu certo, por que retroceder, reduzir o evento?

Isso não significa fazer menos shows, gastar menos dinheiro. Na verdade vai trazer perdas, para o comércio, os hotéis, os bares e restaurantes, os que vivem do comércio informal.

A frase é velha e óbvia, mas ainda cabe: "Pra frente é que se anda!". Então, não faz sentido no primeiro Festival de Inverno da governadora Raquel Lyra, dá um passo atrás, feito caranguejo.

*A foto é da Folha de Pernambuco. Gal fez sua última apresentação no estado no mês de julho, em Garanhuns. Em novembro ela faleceu.

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