Muita gente assistiu o vídeo que viralizou na internet na sexta-feira.
Lula estava na Bahia, acompanhado por Janja e ministros.
Uma mulher sobe ao palco, aos prantos, e como que pede socorro, desesperada.
Chega a se ajoelhar na frente do presidente da República e faz o seu protesto:
"Lula, nosso povo tá morrendo, Lula...
Alguns aproveitaram os fatos para deturpar a situação, jogar a culpa no petista pela cena, de certa forma constrangedora.
O presidente - vídeo mostra isso claramente - ficou visivelmente comovido com o sofrimento da mulher. Chorou junto com ela e não foi uma atuação para a plateia, a dor expressada pela mulher mexeu com o velho político de 77 anos.
A personagem dessa história se chama Rose Meire Santos. Ela é da comunidade quilombola baiana conhecida como Rio dos Macacos.
Seu povo vem, há anos, sendo eliminado por homens da marinha brasileira, conforme a quilombola revelou, numa entrevista ao Portal UOL.
Onde eles moram estão construindo um muro que os privará do rio, fonte de alimento.
Rose disse que muitos já perderam suas casas, as mulheres são estupradas, daí o desabafo: "Nosso povo tá morrendo...".
É preciso que o Governo, a Marinha, apurem essa história, chequem o que está sendo feito contra a comunidade quilombola.
Como se sabe, historicamente neste país os negros, os índios, os pobres sofrem violência de todo tipo.
E muitas vezes os crimes praticados ficam por isso mesmo.
Que haja sensibilidade para as lágrimas de Dona Rose, que os quilombolas sejam deixados em paz, tenham onde morar, tenham o que comer.

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