Por
Junior Almeida
Em Capoeiras, não teve quem não se emocionasse
ontem durante o velório e cortejo fúnebre do jovem Antônio Vitor de Almeida,
falecido em trágico acidente na noite da terça-feira 17. Mesmo sendo um “menino”
de apenas 20 anos de idade, o precoce vaqueiro assim como seu pai Alexandre,
era rico em amizades, o que fez com que dezenas de seus amigos vaqueiros, todos
encourados lhe fizessem uma bonita homenagem na sua viagem derradeira.
O cortejo seguiu pelas principais ruas da cidade,
acompanhado por centenas de pessoas a pé, dezenas de veículos, cavaleiros montados
e vestidos a caráter, um carro de som tocando aboios e toadas, cantigas da lida
vaqueira, que Antônio Vitor tanto gostava, além da música “Morte do Vaqueiro”,
do cantor Luiz Gonzaga.
Muita gente que presenciou Alexandre de Vanda,
pai do vaqueirinho falecido, à frente do cortejo, puxando pelas rédeas o cavalo
do filho, selado e sem ele montado (foto abaixo), caiu no choro, de tão forte e emocionante
cena.
Em frente o cemitério da cidade, os vaqueiros se
perfilaram, fazendo um corredor, espécie de guarda de honra, para passagem do
ataúde do amigo. Foi de cortar coração. Ouvia-se entre os presentes o
comentário de que “na tarde de ontem, até o Céu chorou ao ver tanta tristeza”,
numa alusão ao tempo fechado e à chuva fina que caía naquele momento.
Antônio Vitor era um menino bom, amigo, educado, respeitador.
Tinha inúmeras virtudes, isso é fato. Os vários depoimentos e vídeos de
homenagens nas redes sociais e o seu velório, com tamanha comoção atestam isso.
O conhecia desde o berço e a última vez que o tinha visto foi na festa da
virada do ano, no centro da cidade.
Tem um ditado que diz que “Deus chama os bons”,
então, pedimos ao Criador que guarde a alma de Antônio Vitor e que conforte toda família nesse
momento tão difícil de tristeza e dor.
*Foto: 1- Antônio Vitor representando os
vaqueiros no último desfile cívico de Capoeiras; 2- Cortejo fúnebre pelas ruas
da cidade.


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