Colégio Diocesano de Garanhuns

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Governo de Pernambuco

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AS FRASES E OS VERSOS MAIS INCRÍVEIS DE BELCHIOR

Pintura do cearense Belchior 
de autoria do artista Wesley Rocha, Iracema

Estava mais angustiado que um goleiro na hora do gol
Quando você entrou em mim como um Sol no quintal. (Divina Comédia Humana).

O amor é uma coisa mais profunda que um encontro casual (Divina Comédia Humana).

Como é perversa a juventude do meu coração, que só entende o que é cruel, o que é paixão. (Coração Selvagem).

Longe o profeta do terror que a laranja mecânica anuncia
Amar e mudar as coisas me interessa mais. (Alucinação).

Era feito aquela gente honesta, boa e comovida
Que caminha para a morte pensando em vencer na vida. (Pequeno Perfil de Um Cidadão Comum).

Saia do meu caminho, eu prefiro andar sozinho, deixem que eu decido a minha vida. (Comentário a respeito de John).

Ano Passado eu morri, mas esse ano eu não morro. (Sujeito de Sorte).

E o que há algum tempo era jovem novo
Hoje é antigo, e precisamos todos rejuvenescer. (Velha Roupa Colorida)

Como vou ligar?
Para essas coisas
Quando eu tenho a alma apaixonada? (E Que  Tudo Mais Vá Para o Céu).

Aqui os mortos são bons
Pois não atrapalham nada
Não comem o pão dos vivos
Nem ocupam lugar na estrada. (Aguapé).

No centro da sala,
Diante da mesa,
No fundo do prato,
Comida e tristeza.
A gente se olha,
Se toca e se cala
E se desentende
No instante em que fala. (Na Hora do Almoço).

Se você vier me perguntar por onde andei
No tempo em que você sonhava
De olhos abertos, lhe direi
Amigo, eu me desesperava. (A Palo Seco)

Eu tenho medo e já aconteceu
Eu tenho medo e inda está por vir
Morre o meu medo e isto não é segredo
Eu mando buscar outro lá no Piauí. (Pequeno Mapa do Tempo).

Eu estou muito cansado
Do peso da minha cabeça
Desses dez anos passados, presentes
Vividos entre o sonho e o som. (Todo Sujo de Baton).

Um beijo molhado, escandalizado
Mas sintonizado em nossa estação
Um beijo comprado no supermercado
Transistorizado beijo do Japão. (Beijo Molhado).

Eu era alegre como um rio
Um bicho, um bando de pardais
Como um galo, quando havia
Quando havia galos, noites e quintais (Galos, Noites e Quintais)

Mas quando você me amar
Me abrace e me beije bem devagar
Que é para eu ter tempo, tempo de me apaixonar
Tempo para ouvir o rádio no carro
Tempo para a turma do outro bairro ver e saber que eu te amo (Coração Selvagem).

E vou viver as coisas novas
Que também são boas
O amor, humor das praças
Cheias de pessoas
Agora eu quero tudo
Tudo outra vez (Tudo Outra Vez).

Dentro do carro, sobre o trevo a 100 por hora
Oh, meu amor!
Só tens agora os carinhos do motor
E no escritório em que eu trabalho e fico rico
Quanto mais eu multiplico, diminui o meu amor (Paralelas).

Em cada esquina que eu passava, um guarda me parava
Pedia os meus documentos e depois sorria
Examinando o três-por-quatro da fotografia
E estranhando o nome do lugar de onde eu vinha. (Fotografia 3 x 4).

Não me peça que eu lhe faça uma canção como se deve
Correta, branca, suave, muito limpa, muito leve
Sons, palavras, são navalhas
E eu não posso cantar como convém
Sem querer ferir ninguém. (Apenas Um Rapaz Latino Americano).

Não eu não sou do lugar
Dos esquecidos
Não sou da nação
Dos condenados
Não sou do sertão
Dos ofendidos
Você sabe bem (Conheço o Meu Lugar).

Mamãe quando eu crescer
Eu quero ser adolescente
No planeta juventude
Haverá vida inteligente
Plantar livro, escrever árvores
Criar um filho feliz
Oportuno pra fazer de novo
Tudo o que eu já fiz. (Dandy).

Ando pós-modernamente apaixonado pela nova geladeira
Primeira escrava branca que comprei, veio e fez a revolução
Esse eterno feminino do conforto industrial
Injetou-se em minha veia, dei bandeira
E ao por fé nessa deusa gorda da tecnologia gelei de pura emoção. (Balada de Madame Frigidaire).

Viver é melhor que sonhar
E eu sei que o amor é uma coisa boa
Mas também sei que qualquer canto
É menor do que a vida de qualquer pessoa (Como Nossos Pais).

El condor passa sobre os Andes
E abre as asas sobre nós
Na fúria das cidades grandes
Eu quero abrir a minha voz. (Voz da América).

Lavadeira, quadro pintado por Belchior

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