Governo de Pernambuco

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A ANGÚSTIA CAUSADA PELA PANDEMIA E A FALTA DE SENSIBILIDADE DO GOVERNO FEDERAL



Ednaldo, Júnior, Neile, Viviane, Dr. Zé Antônio, Dr. Inaudo, Professor Rodrigo...


Não são meros CPFs cancelados. São nomes, todos tinham sobrenome, famílias, filhos ou pais, irmãos, sobrinhos.

 

Todos se foram levados por essa terrível doença que já matou milhões de pessoas em todo o mundo, mais de 400 mil somente no Brasil.

 

Em Garanhuns, segundo o último boletim da Secretaria Municipal de Saúde, divulgado na sexta-feira, 168 moradores da cidade foram vítimas da Covid.

 

E o professor Genival ainda não entrou nessa estatística que nos entristece. E mais de uma dezena de óbitos está sendo investigada.

 

Possivelmente logo teremos mais de 170 perdas, talvez o número já esteja próximo de 180.

 

Dr. Ulisses Pereira, esta semana, alertou da gravidade da situação.

 

Os hospitais estão lotados, com pessoas internadas devido à Covid. Se alguém precisar de um leito de UTI nesse momento possivelmente não vai ter.

 

Depois que assumiu, o prefeito Sivaldo Albino já ampliou consideravelmente o número de leitos, instalou as Unidades de Terapia Intensiva para tratar da doença, mas o que existe não está dando conta.

 

A unidade da prefeitura, o Hospital Dom Moura, o Infantil, a Perpétuo Socorro, o Monte Sinai, todos os hospitais estão com 100% ou perto disso de leitos ocupados.

 

Nas cidades vizinhas a situação também preocupa, esta semana um médico de Bom Conselho gravou um áudio, que circulou pelas redes sociais, informando que a situação no município é grave. Os pacientes de lá já estão sendo mandados para outras cidades.

 

Em Angelim e São João, duas cidades pequenas, os prefeitos assinaram decretos com restrições às atividades na área urbana. Isso porque os casos aumentaram muito, nos últimos dias.

 

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, tem lutado desde o início da pandemia. Correu atrás de vacinas, ampliou o número de leitos em todas as regiões, contratou médicos e enfermeiros, tomou medidas antipáticas a alguns setores, mas necessárias, e mesmo assim o Estado vive um momento perigoso e ninguém sabe quando este pesadelo vai terminar.

 

Ao meu ver, pelo que leio sobre outros países e algumas poucas experiências aqui no Brasil mesmo, só vacina e lockdown de verdade reduzem a velocidade com que o vírus se reproduz e contamina os humanos. 

 

Vacinamos até agora pouco mais de 15% da população, em nenhuma cidade houve até agora um lockdown sério, o que temos é mais um faz de conta.

 

Homens e mulheres, principalmente jovens, nos bares e nas casas comerciais, nas ruas, nas filas de banco, andando apinhadas nos ônibus.


E pra ter lockdown o governo precisa pagar um auxílio emergencial decente, como fizeram muitos países. 150 reais só dá pra pagar o bujão de gás e a conta de água.

 

Até quando teremos de viver este pesadelo? Quando veremos no Palácio do Planalto um dirigente responsável, preocupado com vidas, e não números, votos ou CPFs?


Sim, porque o presidente que aí está desdenhou o vírus desde o início. Tratou a doença como uma gripezinha e disse que um número pequeno de pessoas ia morrer.


Como errou feio este homem. E não aprendeu nada todo esse tempo que estamos sofrendo. 

 

Depois que o presidente dos Estados Unidos mudou a situação lá melhorou muito.  Portugal, que já teve o seu momento angustiante está mais aliviado, países pobres, como Nigéria e Vietnã, praticamente venceram o vírus... Por que no Brasil as coisas não podem também melhorar?


 

Todos estamos condenados a ficar entre quadro paredes, escondidos do inimigo invisível, com medo de ser a próxima vítima?

 

Em meio a tudo isso só nos resta rezar, pedir a Deus que olhe por nós.


*Foto que ilustra a matéria: Portal UOL

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