E AGORA, JOSÉ? - Por Givaldo Calado de Freitas


Estava aqui, a pensar, e a me perguntar: "até quando essa pandemia que já infecta uma enormidade, e que já mata tantos, inclemente e impiedosamente, vai durar?"


Na verdade, hoje, sete de abril, e não se sabe. A ninguém é dado poder responder. A gente, em casa, obediente ao apelo dos irmãos da saúde, "FIQUE EM CASA", só vá à rua em caso extremo. E, se você já passa dos 60, aí, sim, FIQUE EM CASA, por ter mais risco que aqueles que têm menos.

De repente, uma amiga me liga, e vou logo lhe dizendo: "Que saudade!" E ela, de lá: "Não menos que a minha! Que se passa com você? Tem indo muito às praças da ‘Cidade das Flores’? Soube que seus canteiros, sobretudo suas rosas estão lindas, maravilhosas, encantadoras..." De cá, da ‘Cidade Encanto’, da ‘Cidade Poesia’, respondo: "Ah! amiga, estou recluso, não saio de casa. 

Outro dia fui olhar minhas rosas do meu jardim, na verdade de minha mãe, Dona Eulália, ‘in memoriam’, e levei foi uma repreensão de um amigo que passava na rua. ‘Vá pra dentro de casa. Givaldo.’ Corri pra dentro, a me perguntar como se perguntara Drummond: ‘E agora, José?’ Já sei. Já sei. Vou impetrar. Vou rezar."

*Givaldo Calado é advogado, empresário e cronista. Foi vereador e Secretário de Cultura de Garanhuns.

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