Estava
aqui, a pensar, e a me perguntar: "até quando essa pandemia que já infecta
uma enormidade, e que já mata tantos, inclemente e impiedosamente, vai
durar?"
Na
verdade, hoje, sete de abril, e não se sabe. A ninguém é dado poder responder.
A gente, em casa, obediente ao apelo dos irmãos da saúde, "FIQUE EM
CASA", só vá à rua em caso extremo. E, se você já passa dos 60, aí, sim,
FIQUE EM CASA, por ter mais risco que aqueles que têm menos.
De
repente, uma amiga me liga, e vou logo lhe dizendo: "Que saudade!" E
ela, de lá: "Não menos que a minha! Que se passa com você? Tem indo muito
às praças da ‘Cidade das Flores’? Soube que seus canteiros, sobretudo suas
rosas estão lindas, maravilhosas, encantadoras..." De cá, da ‘Cidade
Encanto’, da ‘Cidade Poesia’, respondo: "Ah! amiga, estou recluso, não
saio de casa.
Outro dia fui olhar minhas rosas do meu jardim, na verdade de
minha mãe, Dona Eulália, ‘in memoriam’,
e levei foi uma repreensão de um amigo que passava na rua. ‘Vá pra dentro de
casa. Givaldo.’ Corri pra dentro, a me perguntar como se perguntara Drummond:
‘E agora, José?’ Já sei. Já sei. Vou impetrar. Vou rezar."
*Givaldo
Calado é advogado, empresário e cronista. Foi vereador e Secretário de Cultura
de Garanhuns.

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