A DINÂMICA DA POLÍTICA DE CAETÉS



A política de Caetés, uma das cidades que mais se desenvolve no Agreste Meridional de Pernambuco desperta o interesse dos habitantes da região e até dos que vivem na Região Metropolitana.

Talvez por ser a terra natal do ex-presidente Lula, talvez pela proximidade de Garanhuns, ou mesmo pelo fato de um ex-prefeito do município ter tentado  alçar voos maiores,  se arriscando  em disputas eleitorais na terra das sete colinas.

Outros apontam como motivo desse interesse a evolução do município, que quase foi destruído, mas por conta da reconhecida e bem-sucedida gestão atual, conseguiu sair desse cenário, se colocando entre as cidades mais bem administradas do estado e com isso o município entrou em reconhecida rota de desenvolvimento.

O que importa e chama atenção das pessoas é o dinamismo da política do município.

O vai e volta, entra e sai, sobe e desce, chamam atenção.

As posições dos personagens da política caeteense mudam, numa celeridade que aqueles mais desatentos podem não percebê-las e causar até confusão nos eleitores e cidadãos da cidade.

O prefeito foi eleito e reeleito pelo PTB, com o apoio do ex-senador Armando Monteiro, disputando as duas eleições contra o candidato do PSB, depois, diante do apoio irrestrito do governo ao seu trabalho, e por ter seu partido de origem entregue a oposição, filiou-se ao partido socialista com ficha avalizada pelo governador.

Com a aproximação do período eleitoral, ex-integrantes do grupo político do prefeito, deixaram o projeto governista e passaram para oposição alegando falta de espaço na composição da chapa do prefeito.  Esses personagem se autodenominam “nova oposição”, tentando demonstrar para a população que representam um projeto novo, desvinculado daqueles oposicionistas históricos.

Não é o que se vê:  todos se aliaram em composição de uma única frente de oposição ao governo municipal, porém, todos com o mesmo projeto de compor uma chapa, seja para o cargo de prefeito ou vice prefeito.

Nesse meio tempo abandonaram o PTB pelo caminho e foram cerrar fileiras em outros partidos, abandonando o ex-senador e as juras de compromisso com ele firmadas.

Mudaram para outros partidos como o PL e o PDT, ondem devem disputar a eleição.

Com a composição formada, temos uma dita nova oposição  composta essencialmente por ex-integrantes da base governista, que não se pode avaliar o poder eleitoral dessas pessoas, automaticamente isso nos remete ao entendimento de que existe uma “velha oposição”, já testada em eleições no município e com reconhecida capacidade eleitoral.

Dentro dessa dualidade como serão compostas as chapas?

A situação governista já está resolvida, tem um pré-candidato lançado, segundo os governistas atendendo os anseios da população que foi consultada através de pesquisas eleitorais, posição essa defendida pelo prefeito há muito tempo e,  segundo ele, da mesma forma será decidido o vice-prefeito, através de consulta à população e ratificação do grupo.

Quanto aos oposicionistas históricos, parece existir alguma indecisão para compor a chapa. Isso se justifica, pois, dispõe de bons nomes para a disputa na cabeça da chapa e outros para compor na posição de vice.

O problema é que só existe uma vaga para candidato a prefeito e uma pra vice.

Como equacionar essa situação? Monta uma chapa apenas com os integrantes da “nova oposição” todos ex-integrantes da base governista, o que representaria o sepultamento do ex-prefeito de três mandatos e seu antigo grupo? Monta uma chapa só com os veteranos da oposição e joga por terra os projetos da “nova oposição” condenando ao sepultamento político daqueles que corajosamente acreditaram nessa possibilidade e abandonaram o voo tranquilo da chapa governista? Ou se compõe uma chapa mista que em qualquer cenário sacrifica alguns em favor de outros?

Uma coisa é clara, não tem espaço para todo mundo.

A dúvida é: qual a lógica dessas pessoas terem largado o espaço governista, sendo esse projeto bem-sucedido e com amplas condições de eleger o sucessor? 

Isso se visualiza, uma vez que os que saíram, o fizeram  sob a alegação de que iriam ser protagonistas na chapa da oposição, e fica claro que o espaço daqueles que abandonaram o governo é mínimo, e para alguns pode-se dizer, é zero, pois, não figurarão em nada na chapa, cabendo apenas prestar seu apoio e torcer para que a chapa que lhe for imposta saia vencedora da eleição para amealhar algum espaço no governo, espaço esse que já lhe pertencia, VÁ ENTENDER!

Difícil compreender essa lógica, mas isso é o que se vê, devemos esperar as cenas dos próximos capítulos, pois em Caetés, especialmente na política, aquilo que se vê hoje pode não ser o mesmo panorama de amanhã.

Vamos aguardar! (R.A). 

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