E nas disputas das quais participou sempre teve políticos da direita ao seu lado.
Arraes dizia que o importante "é manter a hegemonia".
Ou seja, uma vez no poder, quem vai ditar as políticas é o pensamento de esquerda.
Levando em conta as ideias do ex-governador, caso a aliança seja feita sem a hegemonia da esquerda, a direita poderá ditar os rumos da gestão.
Nesse sentido, se aliar à direita, num estado como Pernambuco, pode ser um risco.
Na pré-campanha do governo, este ano, o PSB de João Campos escolheu caminhar com o PT e o presidente Lula.
A governadora Raquel Lyra (PSD), prefere repetir a estratégia de quatro anos atrás, sem se posicionar claramente com relação à eleição de presidente.
Os críticos do Partido Socialista não veem incoerência da governante e para defendê-la lembram que o PSB já esteve no campo da direita, quando apoiou Aécio Neves e o impeachment de Dilma.
Na verdade os socialistas erraram, em 2014 e 2016, e pagaram caro por isso.
Na eleição de 2022 um dos fatores que fez com que Danilo Cabral ficasse em quarto lugar, na disputa pelo governo, foi o voto entusiasmado que ele deu pela derrubada de Dilma Rousseff.
Em 2018 o Partido Socialista em Pernambuco apoiou Fernando Haddad e em 2022 contribuiu com a vitória de Lula.
Este ano, novamente, está junto do PT e do campo progressita.
Quando o PSB foi criado era um partido de esquerda.
Hoje é mais de centro-esquerda.
Assim, pode até se aliar à direita, mas é importante lembrar de Arraes, o maior líder que o partido já teve.
A hegemonia, os programas de governo, os rumos dos governos têm de seguir o ideário de esquerda.
Quanto à governadora Raquel Lyra, embora não seja da direitona, está cercada por bolsonaristas, como Mendonça Filho, Clarissa Tércio, Fernando Rodolfo, Miguel Coelho e até Gilson Machado.
Está bem nas pesquisas eleitorais porque está conseguindo convencer os pernambucanos que o estado avançou em sua gestão e usa a máquina de maneira competente.
A eleição em Pernambuco não será definida pelo fator ideológico, mas se essa discussão for conduzida de modo eficiente pode pesar sim, na escolha do próximo governador ou governadora.

PAULO CAMELO: Caro amigo RA: Neste ano de 2026 a eleição para o Governo de PE, será disputada por três candidatos, a saber: Ivan Moraes (PSOL) de Esquerda + João Campos (PSB) de Direita + Raquel Lyra (PSD) de Direita. Convém lembrar para os desavisados que não se pode comparar o ex-governador Miguel Arraes, in memorian, com os seus discípulos. Arraes era de Centro Esquerda, mas os seus discípulos vivem politicamente de uma marca, "Arraes", e oscilam entre à Direita e a Centro Direita. Essa é a verdade nua e crua. Não sou o dono da verdade, mas pensar que João Campos, é de Centro Esquerda, consiste em pensar que é fácil ser de Esquerda ou de Centro Esquerda. Para ser de Direita não precisa de dominar as letras (apesar dos porta vozes da Direita participarem de cursos afins), basta assimilar a ideologia das Classes Dominantes, a qual bombardeia a população diariamente, seja através da mídia, da música, do individualismo, da exploração, da riqueza, da ruindade, dentre outros fatores. Já para ser de Esquerda, faz-se necessário dominar as letras, estudar, fazer cursos de capacitação e ser militante político. No caso de dúvida é só você rever a Eleição de 2020 para Prefeito da Cidade de Recife, na qual João Campos detonou sua prima Marília Arraes (na época do PT) e o próprio PT. Esquecer esse episódio não ajuda na conscientização das massas populares. Igualmente a votação, em meados de 2016, do PSB pela cassação da ex-presidente Dilma. Não se esqueça que Arraes era mestre em se aliar com à Direita para vencer as Eleições. Ok, Moçada!
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