SECRETARIA DE SAÚDE DO ESTADO

A ESCOLHA ENTRE O BEM E O MAL - Por Roberto Almeida



Devia ser uma escolha muito fácil, mas está sendo difícil e traumática.

De um lado um professor universitário, bem casado, com especialização em direito, economia e filosofia.

Foi um ótimo ministro da Educação, fez uma excelente administração em São Paulo e embora não tenha sido reeleito foi elogiado até pelo seu sucessor, João Dória (PSDB), além de ganhar dois importantes prêmios internacionais pela gestão inovadora e moderna. Talvez à frente do seu tempo e incompreendido por moradores da periferia que não têm culpa da pouca informação que recebem em suas vidas.

É um democrata, tem boas propostas e é da paz.

O grande problema dele, parece, é ser educado, se preocupar em aprofundar o debate e as reflexões. E de ser filiado a um partido político que vem sendo criminalizado desde os anos 80, por defender os direitos dos que não têm terra, casa, trabalho, justiça e muitas vezes nem comida na mesa.

O professor Fernando Haddad, que vive do salário da universidade, como sua mulher, Ana Estela, é possivelmente o melhor candidato a presidente do Brasil que tivemos de 1989 até hoje. Preparado, moderado, inteligente e com sentimento do mundo, como o poeta Drummond.

De outro lado temos um capitão da reserva do exército, que chegou a ser preso quando estava na ativa,  por atos não bem vistos pelos superiores.

Quase 30 anos atrás trocou a farda pela política e conseguiu sucessivos mandatos de deputado. Está muito rico. E olha que nos anos 80 complementava a renda vendendo paraquedas. 

Como achou a política um bom negócio, botou toda a família na atividade e hoje tem filhos deputados e até um senador.

E disputa a presidência da República liderando as pesquisas de opinião pública, sem apresentar proposta, faltando aos debates e com um conhecido discurso de ódio, intolerância e incitamento à violência.

Já demonstrou muitas vezes - está registrado nos jornais e nas imagens da televisão: não gosta de nordestinos, nem de negros, homossexuais e até as mulheres  (embora tenha tido três casamentos) são consideradas inferiores por ele.

Sim, porque quem é contrário ao direito de empregadas domésticas, acha normal mulher ganhar menos do que o homem e justificou o fato de ter uma filha porque “deu uma fraquejada”, é machista ao extremo. Ou não?

O professor quer colocar lápis e livros nas mãos das crianças e jovens. O capitão deseja armar a população.

O professor é respeitoso com todos, inclusive com a imprensa, em boa parte hostil ao seu partido.

O capitão e seus filhos já fizeram mais de uma ameaça à imprensa, inclusive a repórteres de veículos importantes, como uma jornalista da Folha de São Paulo e trabalhadores do Grupo O Globo.

Nem o STF (Supremo Tribunal Federal) escapou do verniz autoritário dos Bolsonaro.

Eduardo, um dos filhos, disse que se o STF tentasse impugnar a candidatura do pai bastaria “um soldado e um cabo” para fechar o órgão máximo entre os poderes da República.

Desrespeitou o Supremo, os soldados e cabos, que foram considerados, está claro na frase, “figuras menores” no meio militar.

No dia 28, daqui a seis dias, o Brasil vai optar entre a loucura e a razão, o bem e o mal, o fanatismo e a reflexão.

Nunca foi tão fácil. Mas as massas muitas vezes cegam e cometem erros de consequências trágicas. Foi assim com Mussolini na Itália, Hitler na Alemanha, Jânio Quadros e Fernando Color no Brasil, nos anos de 1961 e 1989.

Este não é um artigo de opinião. Não quero fazer a cabeça de ninguém. O que expus neste texto foram fatos, a realidade que está registrada em livros, sites jornais, canais do YouTube e da TV aberta.

Aqui não se trabalha com fake news e sim com o que está ou pode ser comprovado. Há uma preocupação com meu futuro, o futuro dos filhos e netos, o futuro do Brasil.

Deus ilumine o povo para não cometer um erro. Quando vier o arrependimento, o estrago já estará feito.

*Roberto Almeida é jornalista e editor do blog.

*Imagem: O Segredo

2 comentários:

  1. Até parece....

    Professor universitário é tudo malandro que adora ganhar altos salários sem trabalhar de acordo com o que ganha! E esse Haddad é o exemplo clássico disso!

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  2. Assim foi também com o caudilho Francisco Franco, na Espanha! - Essa onda anti-PT tomou conta do país... Não só as pessoas de pouca informação... Grande maioria dos eleitores do Bolsonazi é formada por pessoas com diploma de curso superior... E pior: por pessoas com excelente nível de informações... Gente que lê e sabe muito bem dos fatos que afetaram a humanidade no século XX e nos séculos anteriores... Economistas, engenheiros, médicos, juízes de direito etc., etc. estão engajados nessa empreitada macabra! - Costumo dizer aos parentes próximos, que vão votar no Bolsonazi de todo jeito: que quem chora por último, chora melhor!!

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