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sexta-feira, 29 de junho de 2018

ODAIR JOSÉ, O BOB DYLAN BRASILEIRO



Por Altamir Pinheiro

Odair José, o gênio rebelde e audacioso,  apresentar-se-á no Palco da Praça Guadalajara no FIG, mais precisamente na segunda-feira, dia 23 e, com certeza será sinal de casa cheia. O Bob Dylan brasileiro   é um cantor e compositor da música romântica copiado no mundo inteiro. Isso mesmo, no mundo inteiro, inclusive na China, donde tem uma penca de seguidores!!! Até onde se sabe, só Frank Sinatra,   Beatles e os  Rolling Stones não interpretaram suas excelentes composições. Sacanamente, e por que não dizer, por puro preconceito, indiferença ou menosprezo,  sempre foi tratado como PERSONA NON GRATA pelas rádios, TV’s e até os “moralistas” da  igreja católica foram indiferentes, frios e insensíveis com ele, além de ser perseguido covardemente e censurado pela Ditadura Militar por tratar de temas polêmicos para época.  

Está bem viva em nossa memória ou retina ao acompanhá-lo em nossa juventude que, quando não havia nada parecido na música popular brasileira,  na década de 1970,  mesmo sem o aval e o desprezo por completo  das gravadoras, a música “Eu vou tirar você desse lugar” entrava para o ranking das mais pedidas nas rádios, contando a história de um homem apaixonado por uma mulher que se prostituía na Zona. Na sequência emplacou com "Uma Vida Só", conhecida popularmente pelo seu refrão, "PARE DE TOMAR A PÍLULA", que foi uma de suas músicas censuradas pelo governo militar. Outra música de forte apelo popular que é uma  crônica do cotidiano do nosso povo foi "Deixa Essa Vergonha De Lado", na qual traz uma face do preconceito da época e refletia o apoio a nobre  função de empregada doméstica que no início da década de 70 ainda não era legalizada.

Só quem foi da boemia ou  vagueou no restaurante O VAGÃO nas madrugadas com  a alma nostálgica tem a dimensão do que foram as lindas poesias  muito bem interpretadas por este mestre da paixonite aguda, como por exemplo a linda melodia: MINHAS COISAS do ano de 1970(esse cara fez essa música “exclusivamente” pra mim). Letra esta, que não agredia o ouvido, apenas machucava os corações. Eis seus refrães:

As minhas coisas de repente estão tristes / Compreenderam que não existe nada mais entre nós / Meu violão caiu de cima do armário / Suas cordas arrebentaram dando adeus a minha voz / O meu casaco com você se acostumou / Sentiu tanto a sua falta que de tristeza desbotou / SE EU SOUBESSE QUE EU IRIA LHE PERDER / NÃO TERIA ACOSTUMADO MINHAS COISAS COM VOCÊ...

Até meu carro já não tem velocidade / Pois ele sente saudade de quando andava com você / Meu telefone que sabia quase tudo de repente ficou mudo / E mais nada quer dizer / O meu relógio sempre certo trabalhou / Depois que ficou sabendo nada mais ele marcou / SE EU SOUBESSE QUE EU IRIA LHE PERDER / NÃO TERIA ACOSTUMADO MINHAS COISAS COM VOCÊ / NÃO TERIA ACOSTUMADO MINHAS COISAS COM VOCÊ...

Pois bem!!! Enquanto o festival não chega, curtam na íntegra o hino do Bob Dylan Brasileiro que está de volta à mídia desde o início  dos anos 2.000, do começo deste século, pois continua fazendo jus ao estilo musical que o consagrou nas paradas de sucessos que tanto a gente cantou e dançou nos assustados de casas familiares ou nos bailes da vida. 

Clic, logo abaixo e ouçam MINHAS COISAS!!!


Um comentário:

  1. Em se tratando ou entrando no clima do festival, Geralmente, o cinismo destrói a eficácia. Como dizia o escritor irlandês Oscar Wilde: “Um cínico é um homem que sabe o preço de tudo, mas o valor de nada”. Esta frase se encaixa por completo no cinismo escrachado do comunistinha caviar travestido de Secretário de Cultura do governo Paulo Câmera Lenta, Marcelino Granja. A propósito, como SOA ESTRANHO um comunista nos PREVENIR e comunicar que, do dia 19 avante, os polos do FIG vão revelar o compromisso do Governo de Pernambuco com a promoção das LIBERDADES artística, estética, política, religiosa e de expressão, como um marco de enfrentamento dos preconceitos, da intolerância e da afirmação do Estado democrático de direito. QUANTO CINISMO!!!

    Pois bem!!! Como criticar não é falar mal. É falar sobre, pois, num misto de esperteza ou puxa-saquismo, ironia e sátiras, emolduradas por refinado espírito cômico, o representante de Paulo Câmara de Gás começou seu discurso a respeito da programação do festival, falando sobre o “GÓPI” que a direita deu no Brasil, esquecendo ele que, seu governador que é socialista o qual ele estava representando foi o primeiro a exigir que todos os deputados federais do PSB votassem a favor do impeachment de Dilma. Pensando bem, DÁ PARA ENCARAR UMA CARA DE PAU DESSA!!!

    Será que esse comunista conhece àquela frase de um presidente capitalista norte-americano?!?!?! EI-LA: “Podeis enganar toda a gente durante um certo tempo; podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo; mas não vos será possível enganar sempre toda a gente.”... Pelo que o dito cujo falou, 90% dos partidários do governador votaram a favor do “GÓPI”!!! Aliás, esse tal de Granja, quase que NÃO falou do nosso festival. Apenas deu com a língua nos dentes para elogiar e falar do excelente governo que seu patrão vem fazendo. Só não falou da SEGURANÇA DO ESTADO que estamos no meio do ano e já tombaram mais de 2.000 almas à bala, com uma previsão de chegar a 5.000 no final do ano...

    P.S1.: O bom de toda “apresentação” da Programação do 28º Festival de Inverno de Garanhuns(que se tornou num ato político de bajulação a Paulo Câmera Lenta), sem sombra de dúvida, a grande vitoriosa daquela manhã/tarde de quinta-feira foi a IMPRENSA DE GARANHUNS. “Derna” 1991, que a programação era anunciada na CAPITÁ contra a vontade de nossa imprensa que lutou muito para conseguir tal proeza. Ou seja, o festival ser anunciado onde será realizado o festival e ponto final. Mais um troféu que a imprensa de Garanhuns conquistou para ser colocado no pedestal da reivindicação. PARABÉNS!!!

    P.S.: - Na verdade, quem matou a pau foi o nosso prefeito Izaías Régis. Pense no PUXÃO DE ORELHA que o prefeito deu no comunistinha e em toda corja da Fundarpe!!! Como diria Camões, até que enfim uma voz mais alta se alevanta para dizer que tudo tem limites...

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