domingo, 22 de outubro de 2017

PREFEITOS DE GARANHUNS NO PERÍODO PÓS-REPÚBLICA

*Givaldo Calado de Freitas

Com o Golpe de 15 de novembro de 1889, quando auxiliares diretos de Dom Pedro II, levaram-no à deposição, ao exílio e a morte, proclamou-se a República Federativa do Brasil, dando-se início a outra realidade política-administrativa no país.

O primeiro prefeito republicano, no entanto, só veria a ser eleito em 20 de outubro de 1892, ou seja: quase três anos depois de proclamada a República. Daí se dizer que Antônio da Silva Souto fora o primeiro prefeito de Garanhuns, já que eleito e com mandato até 1895. Em 30 de setembro deste mesmo ano, assim, estaria sendo eleito o segundo mandatário da cidade, Manoel Antônio de Azevedo Jardim, que governou a cidade até 1898.

Quando adveio a Revolução de 1930 era prefeito de Garanhuns, Euclides Dourado, que fizera a 21ª administração da cidade. Ele recebera o mandato, em fevereiro daquele ano, das mãos de Francisco Simão dos Santos Figueira, que, por sua vez, e na condição de subprefeito, o recebera das mãos de Antônio da Silva Souto Filho, que fora eleito prefeito em 09 de setembro de 1929.

Euclides Dourado, em fevereiro de 1930 era presidente Conselho Municipal e, por essa razão, fora tornado prefeito de Garanhuns, pela segunda vez, até sua deposição, ocorrida em 04 de outubro de 1930.   

Conforme se observa foram mandatos curtos. Curtíssimos! Estes de Souto Filho e Figueira, por suas renúncias. E, o de Euclides, por conta da Revolução de 30.

Nesse período, conta-se a seguinte história: que Soutinho teria sido candidato a prefeito de Garanhuns por um acordo com Figueira e Euclides, no sentido de que, uma vez eleito, renunciaria em favor de Figueira e este, pouco depois, em favor de Euclides que, na condição de Presidente do Conselho, assumiria a prefeitura, e todo esse imbróglio porque, no grupo, só com Souto Filho se poderia ganhar a disputa, prevista para 09 de setembro de 1929, no que assim ocorrera. E Soutinho, uma vez renunciando assumiria o mandato de Senador Estadual, como ocorrera - Senador Estadual, cargo existente ao longo da Primeira República - 1889 a 1930.

Com a deposição de Euclides assume a administração da cidade, Fausto Lemos, sendo, portanto, este, o 22º gestor da Garanhuns.

Fausto, no entanto, tivera mandato curto, sendo substituído por Mário Lira, este se tornando, portanto, de 1930 a 1935, no Vigésimo Terceiro prefeito de Garanhuns com o título, todavia, de interventor, vez que nomeado pelo interventor estadual, Carlos de Lima Cavalcanti. Vivia-se, portanto a Era Vargas, ou Estado Novo.

Depois da Segunda República - 1930 a 1945 - e com a redemocratização do país, se inicia o que se poderia chamar de Terceira República, que vem de 1945 a 1964, ou seja: até o Golpe Militar de 1964, que data o início da Quarta República, com a Ditadura Militar, até 1985, ano que festeja o começo da plenitude democrática do país, dando início a Quinta República ou Nova República.

O primeiro prefeito de Garanhuns eleito pós-redemocratização foi Francisco Simão dos Santos Figueira que, no entanto, ficou no cargo por apenas três meses, sendo substituído por Luiz da Silva Guerra, tendo em vista decisão judicial, que fez deste o seu Trigésimo Segundo Prefeito de Garanhuns, inaugurando mais um período na República do Brasil, no que respeita às administrações municipais, e no que pese, ainda, as interventorias de José Henrique de Abreu Wanderley, Antônio Cesário da Silva Brasileiro Filho e Mauricio Marques de Amorim, dando-se fim ao período dos interventores, e voltando os municípios brasileiros a terem prefeitos eleitos pelo voto popular a partir das eleições de novembro de 1947.

Luiz da Silva Guerra, no entanto, vem de renunciar ao seu mandato em 1951, tendo assumido o seu vice-prefeito, Abdias de Noronha Branco, na condição de Trigésimo Terceiro prefeito do Município de Garanhuns. 

A Terceira República - 1945 a 1964; a Quarta República - 1964 a 1985 e a Quinta República, está em curso, tiveram os seus prefeitos eleitos pelo voto popular, não tendo ocorrido, nesses períodos, maiores mudanças no processo.


*Figura pública. Advogado de empresas. Empresário.

*Na foto do dBlog Francisco Figueira.

2 comentários:

  1. *Período pós-República, pós-bíblico, pós-bíblicos etc., etc.*

    ResponderExcluir
  2. Roberto: - Confesso que fui INCONVENIENTE!! - Abraço e obrigadOOO !!!

    ResponderExcluir