Embora Belchior
tenha nascido em Sobral, no interior do Ceará, é mais do que merecida a
homenagem que será prestada ao cantor e compositor, no próximo Festival de
Inverno de Garanhuns, marcado para o período de 20 a 29 do próximo mês.
Belchior
marcou diferentes gerações de brasileiros, com suas letras marcantes falando
dos anseios da juventude, da luta dos artistas nordestinos para se firmar no
Rio ou em Paulo, da solidão do exílio, da ânsia de viver, do choque de
gerações, etc.
Agora, se
a Fundarpe quer mesmo fazer uma grande homenagem ao autor de “Como Nossos País”,
deve promover a abertura do FIG com as presenças de Fagner, Ednardo e Amelinha,
que foram dos seus maiores parceiros nos anos 70.
Com
Ednardo, Belchior compôs “A Palo Seco”, um dos seus primeiros sucessos e com
Fagner fez “Mucuripe”, gravada ainda na década de 70 por Elis Regina e também
Roberto Carlos.
Enfim,
Antônio Carlos Belchior representa uma parte importante da história da Música
Popular Brasileira, nos últimos 50 anos e merece um tributo à altura dos seus
versos, do seu “coração selvagem”.
Fagner,
Ednardo e Amelinha já estão velhos, mas ainda são melhores que muito jovens que
vivem se apresentando na televisão com músicas absolutamente sem conteúdo.
No
Festival de Inverno de Garanhuns o que sempre importou mais foi a qualidade e
isso aí os cearenses têm de sobra.
*Ilustração: O "Pessoal do Ceará" lançou dois discos com participação de Belchior, Amelinha, Fagner, Ednardo, Roger e Teti, dentre outros. A foto acima mostra o segundo disco já nos anos 2000.
Apesar da FUNDARPE ser uma instituição imprestável, perseguidora e inútil para com a cidade de Garanhuns(o mesmo não se pode dizer o arreganhamento de pernas, dela, por Caruaru). Agora, nesse particular, quando se trata de homenagear o nosso Festival de Inverno, a FUNDARPE ACERTA E SEMPRE ACERTOU EM CHEIO!!! Mais do que merecida a homenagem a Belchior.
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