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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A CBF E O DIA DO COMERCIÁRIO

O que a CBF, Confederação Brasileira de Futebol, tem a ver com o Dia do Comerciário?

A pergunta foi feita com ironia pelo radialista Edinaldo Santos no Programa Domingo Esportivo deste final de semana quando um dos participantes lembrou que a CBF, provavelmente, iria fechar as portas nesta segunda-feira, 21 de outubro, feriado do Dia dos Comerciários, para não receber liminar beneficiando o Betim de Minas Gerais em detrimento do Mogi Mirim de São Paulo, que tem como padrinho o vice-presidente da CBF, o senhor..., nesta nova guerra judicial para saber quem continua na disputa da famigerada Série C como o próximo adversário do Santa Cruz na primeira fase do mata-mata.

Edinaldo tem sido um dos críticos mais ferrenhos do mafioso futebol brasileiro, em especial do pernambucano, dirigido pelo donatário da Capitania Hereditária de Futebol, também conhecida como FPF, aquele bacharel de direito que exige ser chamado de “doutor”, no rádio.

Pois eu respondo: a CBF tem tudo a ver com o Dia do Comerciário, futebol virou puro comércio, e comércio sujo. Na verdade, tráfico, tráfico de droga, que o nosso futebol tornou-se uma autêntica droga de péssima qualidade. A maconha que se fuma aqui nos Quatro Cantos de Olinda tem cheiro bem mais saudável.     

Futebol virou um reino de maracutaias comandado por figuras asquerosas que se aproximam da bola para tirarem proveito político ou econômico para suas empresas e para si mesmas. O que dizer de Ricardo Teixeira, José Maria Marin, um dedo-duro da ditadura militar de primeiro de abril de 1964, e desse vice-presidente que também comanda a Federação Paulista de Futebol. O ex-jogador e atual deputado federal Romário tem toda razão quando mete o cacete nessa gente.

No caso de Pernambuco, está na cara que o seu fracasso vergonhoso com timinhos de pernas de pau é pura obra de sua elite dirigente, na Federação e nos clubes. Campanhas ridículas.

Um clube do porte e da história do Santa Cruz numa desmoralizante Série C, depois de penar na D, já diz  tudo.

O Náutico já transformou em lixo iluminado por uma lanterna o tão apregoado luxo de sua maior conquista, apesar de ter um plantel caro.

E o Sport paga salários milionários para umas perronhas chamados de jogadores de futebol que não passam de embustes. Tirando Magrão, Marcos Aurélio, Vinícius Simon e, talvez, mais um ou dois, não sobra mais ninguém que se dê a respeito e possa ser chamado de atleta de talento, de craque da bola. É quase um ex-clube esportivo vitimado pela especulação imobiliária e que vai virar um complexo empresarial parceiro de importantes construtoras com torres de concreto no lugar de parque aquático, quadras e outros equipamentos esportivos, num belo exemplo da modernidade vestida de grilagem urbana.

Infelizmente, não há interesse em nossa imprensa esportiva em cascavilhar as negociatas por trás de contratações de chutadores de bola medíocres por valores fabulosos. E muito menos bisbilhotar projetos como o da Arena da Ilha do Retiro. Fica tudo por debaixo do pano nos clubes, nas federações estaduais e, principalmente, na CBF.  Alegam os "doutores" que o futebol é feito por entidades privadas, sem dinheiro público, o que é uma falácia. O futebol é movido por um monte de dinheiro público, dos governos, inclusive, aqui, em Pernambuco. Então, essa gente tem sim que dar conta do que faz com esses recursos que saem do bolso do povo.

O que acontece é que o futebol é um dos pouquíssimos setores do País que não se democratizou, vive ainda na cultura da ditadura militar que acobertava e censurava a divulgação das roubalheiras que existiram naquele período. No futebol, transparência não existe.

Portanto, CBF e Dia do Comerciário, ou melhor, Dia do Comércio, tem tudo a ver.

Feliz Dia do Comerciário na CBF do Senhor das Medalhas! Um comerciante nato.

Ruy Sarinho - Olinda

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