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segunda-feira, 28 de junho de 2010

SERRA VIVE INFERNO ASTRAL

Até há pouco tempo líder das pesquisas na corrida rumo à presidência da República, o candidato do PSDB, José Serra (foto), parece viver no momento um verdadeiro "inferno astral". Primeiro veio a pesquisa do IBOPE mostrando Dilma Roussef cinco pontos na frente, depois a escolha do vice, Álvaro Dias, que levou o DEM a uma insatisfação generalizada e por último uma declaração de Fernando Henrique Cardoso, a uma jornalista de São Paulo, revelando descrença numa vitória do candidato do seu partido. Ainda tem mais: com os números da pesquisa divulgados, o PP, que caminhava pela neutralidade, resolveu ficar ao lado do governo e no Rio Grande do Sul dois críticos da gestão de Lula, José Fogaça e Pedro Simon, surpreendentemente também podem apoiar Dilma. A princípio se imaginou que os democratas não levassem sua arenga muito longe. Mas está nos principais sites de jornais do país, hoje, que o deputado Rodrigo Maia, presidente do DEM pretende realizar a convenção do partido indicando um outro nome de vice para José Serra. Alguém de sua agremiação política e não o senador paranaense Álvaro Dias, do PSDB. Isso só vai causar mais desgaste na candidatura do ex-governador de São Paulo, pois os aliados estão questionando sua capacidade de escolha e descredenciando o político do Paraná. Diante desse quadro, a situação é muito ruim e só uma mudança nos ventos pode reverter o quadro negativo pró-Serra. Ele escolheu um vice do próprio partido e de um dos poucos Estados onde ainda está na frente, o que não parece muito inteligente. Na região em que devia estar disparado - o Sudeste - já está empatado tecnicamente com a adversária e perde no Nordeste com uma diferença de 17%. Tem lugares em que a coisa é ainda pior: no Amazonas, Norte do País, a ex-ministra tem quase 50 pontos a mais que o tucano. Em Estados assim - incluindo a maioria dos estados do Nordeste - Serra poderá cair ainda mais, por conta de ter montado uma chapa "sudestina", excluindo as regiões mais pobres do Brasil. Se Dilma Roussef vai ganhar a eleição ainda não se sabe, em política muitas vezes surgem novidades que mudam bastante o quadro de um dia para outro. Se a campanha, a movimentação de bastidores e o jogo de xadrez continuarem no rumo atual, no entanto, o representante da oposição pode se preparar para levar uma pisa humilhante dessa mulher que nunca disputou na vida sequer uma eleição de vereadora. (Roberto Almeida, a partir da leitura dos números do IBOPE e das principais notícias políticas do dia).

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