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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A NOVELA CHEGA À ACADEMIA DE LETRAS

Três personagens da televisão brilharam e saíram aplaudidos da Academia Brasileira de Letras: O ator José Wilker, o novelista Gilberto Braga (foto) e Walcyr Carrasco, também autor de folhetins. O trio participou de um seminário na ABL e Braga defendeu a tese de que o texto das telenovelas também tem valor literário. Lembrou, inclusive das adaptações que fez de romances para a televisão, citando "Helena", de Machado de Assis; "Senhora", de José de Alencar", e "A Escrava Isaura", de Bernardo Guimarães. Segundo ele, este último livro é mal escrito e mal estruturado, mas rendeu um bom enredo para a TV. José Wilker e Walcyr Carrasco bateram na mesma tecla. Os acadêmicos, boa parte deles escritores consagrados e respeitados, aplaudiram com entusiasmo a tróica televisiva. Daqui a pouco, acredito, a maioria dos noveleiros serão imortalizados.

2 comentários:

  1. Se Paulo Coelho está na Academia, por que não os noveleiros, muitos melhores do que o mago de araque?

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  2. O fundador da ABL deve se remexer no túmulo com tantas mudanças no quadro atual da casa - ou, talvez mais propriamente, seja capaz de observar com profunda ironia toda a algazarra literária, bem ao modo de seu inesquecível defunto autor.

    De qualquer maneira, a ABL retrata muito bem a situação institucional brasileira: uma organização de contrastes, que junta sob o mesmo teto e aplaude com o mesmo ardor os méritos de expoentes intelectuais do país, como o recifense Evanildo Bechara e o carioca Sérgio Paulo Rouanet, e figuras outras cuja produção literária se traduz muito mais pela ação política do que pelo estro, como o supracitado Coelho, José Sarney, Marco Maciel e (pasme!) Ivo Pintaguy.

    Disparidade deveria ser a inscrição de nossa bandeira.

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