Um deputado federal do Partido Novo, Luiz Lima, eleito pelo Rio de Janeiro, comparou a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil a episódios de exílio de lideranças políticas brasileiras.
Durante discurso na Câmara, Luiz citou nomes como João Goulart, Miguel Arraes, Leonel Brizola e Luiz Carlos Prestes para defender a decisão do senador de deixar o país.
Pode ser ignorância da história, mas provavelmente é desonestidade intelectual.
Arraes, Brizola, Prestes e Gregório Bezerra foram homens perseguidos por uma ditadura, que tiveram de ir para o exílio, porque não havia condições de ficar no Brasil.
Gregório inclusive foi barbaramente torturado em plena praça pública de Casa Forte, no Recife, logo após o golpe militar.
Arraes, antes de ir para a Argélia, onde ficou 14 anos, passou meses preso na ilha de Fernando de Nororonha.
Luiz Carlos Prestes também foi preso e depois foi para o exílio.
O ex-governador Leonel Brizola fugiu para o Uruguai e passou anos fora do Brasil.
Flávio Bolsonaro não fugiu de nenhuma ditadura.
O Brasil vive uma democracia. Tanto que o candidato do PL venceu o primeiro turno e dois irmãos seus foram eleitos (um para o senado outro deputado federal) no primeiro turno.
Michelle Bolsonaro, a madrasta, também foi eleita senadora, pelo Distrito Federal.
O PL, partido do candidato derrotado à presidência, elegeu o maior número de deputado e senadores.
Portanto não existe ditadura nenhuma no país, como alguns bolsonaristas apregoam.
Flávio fugiu porque tem contas a ajustar com a justiça e teve medo de ser preso.

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