QUEM IMAGINA QUE UM DIA CHICO E BOLSONARO ESTIVERAM DO MESMO LADO

O grupo Procure Saber


Chico Buarque e Jair Bolsonaro já estiveram do mesmo lado, pode acreditar.

Bem, pelo menos defenderam igualmente um tipo de censura.

Em 2007 o cantor e compositor Roberto Carlos conseguiu proibir, recorrendo à justiça, a sua biografia, escrita pelo jornalista Paulo César Araújo.

A partir daí formou-se uma grande celeuma no país, com artistas de peso criando o grupo Procure Saber, que se posicionava contra a publicação de biografias não autorizadas.

Formaram fileira ao lado de Roberto Carlos os compositores/cantores Chico Buarque, Gilberto Gil,  Erasmo Carlos, Djavan e Caetano Veloso.

Em 2013 o então deputado federal Jair Bolsonaro defendeu a proibição das biografias não autorizadas e ainda "tirou sarro" com os artistas da MPB.

Chamou Chico Buarque de "sensato", fazendo gozação.

A pendenga só terminou em 2015, quando o STF decidiu que as biografias não precisavam da autorização dos artistas para publicação.

Foi um chega pra lá na censura.

Praticamente toda vida de Chico foi apoiando as causas da esquerda, seguindo o caminho do pai, o historiador Sérgio Buarque, que lutou contra a ditadura de Getúlio Vargas.

Ter defendido as mesmas ideias de Bolsonaro, num determinado momento, foi um erro do autor de A Banda.

Gilberto Gil, também mais ligado à esquerda, que foi ministro do primeiro governo Lula, cometeu o mesmo erro e foi reincidente.

Na década de 60 o baiano participou de uma marcha contra a guitarra elétrica, movimento de viés fascista de representantes da MPB para combater a Jovem Guarda.

Mas tarde o próprio Gil, Caetano e outros medalhões da música popular brasileira aderiram à guitarra.

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