É um aceno para manter o eleitorado evangélico do seu lado, um discurso que chega a ser obsceno pela hipocrisia.
O Estado é laico e o governo não é para estar a serviço de evangélicos, católicos, espíritas, budistas, islâmicos ou de qualquer outra religião.
Governos têm de servir à população e a prática das religiões devem ser feitas nas igrejas ou em casa, cada um na sua, sem querer impor ao outro a sua crença.
Infelizmente, há um segmento evangélico ignorante que acredita em falsos profetas e se deixa levar por pastores picaretas e políticos oportunistas.
Falar em Jesus é fácil, difícil é praticar os ensinamentos do Cristo.
São muitos os casos de líderes neopentecostais envolvidos em roubalheira, estupros e crimes piores.
Nas redes sociais existem dezenas de vídeos de pastores dizendo os maiores absurdos, como um que aparece fazendo orações para que a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) queime.
Outro, do pastor carioca Tupirani da Hora, mostra o religioso defendendo a violência do homem contra a mulher.
Silas Malafaia, muito conhecido, é famoso por seus vídeos pedindo contribuições financeiras bem generosas para a igreja.
E tem o caso famoso da pastora Flordelis dos Santos, que foi deputada federal.
Ela foi condenada pelo homicídio do próprio marido e pegou 50 anos de prisão.
Quando se vê alguém, principalmente político, usando o nome de Deus pra tudo, frequentando a igreja como se fosse santo, pode desconfiar.
ESTADO TEOCRÁTICO
O risco de um estado teocrático foi previsto pela escritora canadense Margaret Atwood.
Ela é autora do livro "O Conto de Aia", que deu origem ao filme "A História de Uma Serva", de 1990 e a série de televisão, em 2017.
Em sua obra, Atwood mostra uma sociedade dominada pelo fanatismo religioso, sem que exista mais liberdade alguma, num mundo totalmente dominado pelos homens.
No mundo real temos exemplos concretos do perigo de um estado teocrático, como o que aconteceu no Afeganistão e no Irã.

Êita racinha, êita racinha 🤥🤥🤥 Bem falou o Kiko do Chaves: GENTALHA, GENTALHA.
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