Era um grande comunicador, embora não tivesse a voz possante de locutores que fizeram e fazem história em Garanhuns, como Tony Duran, Dalton Monteiro, Solon Gomes e Rossine Moura.
Rocir conquistava o público graças à criatividade, às tiradas gostosas, ao bom humor, e pelo gosto musical apurado, valorizando os artistas nordestinos.
É difícil ouvir "Tareco e Mariola" ou "De Mala e Cuia", na voz de Flávio José, para não lembrar desse ícone do rádio garanhuense.
Brilhou na antiga Difusora, na antiga Meridional, na Marano e na Sete Colinas.
Era o Mução de Garanhuns, só que com mais civilidade e talento, embora não se tenha projetado tanto quanto o personagem paulista de jeito nordestino.
Rocir Santiago trabalhou ainda em rádios de Caruaru e Maceió.
O conheci melhor na campanha política de Garanhuns de 1996.
Fui responsável pelo Guia Eleitoral de rádio de Ivo Amaral e Rocir foi um dos colaboradores.
Conversei com ele sobre um quadro de humor para tirar sarro dos adversários e ele criou o "Peta e Carrapeta", que era bem engraçado.
Não sei se teve efeitos negativos ou positivos. Foi uma campanha local com ingredientes estaduais e nacionais que influenciaram no resultado final, favorável a Silvino Duarte.
Mas Rocir deu de si o melhor.
Passada a eleição, mesmo perdendo, Ivo agradeceu a mim e a equipe pelo trabalho, reconhecendo o que tinha sido feito.
Rocir Santiago nos deixou em março de 2022, aos 72 anos.
Natural de Barreiros, viveu a maior parte da vida em Garanhuns.
Acho que esta cidade lhe deve uma homenagem. Por tudo que fez por esta terra como radialista e jornalista competente e íntegro.
Não somente os familiares, mas também os amigos e amigas, os admiradores do trabalho desse profissional de mão cheia vão ficar satisfeitos.
Aqui faço a minha parte, lembrando com carinho do amigo e colega de profissão.
O meu fraterno abraço a você Rocir, onde quer que esteja.
*Foto: Blog V & C Garanhuns.

Gratidão pelo Resgate Histórico
ResponderExcluirCaro Roberto Almeida,
Fiquei profundamente emocionado ao ler sua matéria hoje sobre o nosso querido Rocir. Como alguém que viveu os bastidores dessa história, não poderia deixar de passar aqui para agradecer pelo registro tão necessário.
Rocir e eu fomos parceiros de microfone por muito tempo. Enquanto eu comandava o Orelhão da Sete, tive o privilégio de "enfeitar" o icônico Balcão de Bodega com as minhas vinhetas, preparando o terreno para a explosão de criatividade que ele trazia.
Ver você mencionar o talento dele hoje me trouxe de volta a memória do Zé Rolinha e de tantos outros personagens que ele criava com uma facilidade mestre. Rocir não era apenas um colega de profissão; era uma alma criativa que deu identidade ao nosso rádio.
Embora ele tenha nos deixado já faz algum tempo, a sua matéria prova que quem fez história de verdade nunca morre no coração do povo. Obrigado, Roberto, por manter viva a chama desses baluartes da nossa comunicação. O rádio e o Rocir mereciam essa homenagem.