Este ano os mais de 155 milhões de eleitores brasileiros vão votar novamente para presidente da República.
O país continua polarizado e dois pré-candidatos se destacam nas pesquisas.
De um lado está o presidente Lula (PT), de 80 anos, que deve disputar a reeleição.
Senador Flávio Bolsonaro (PL), 44 anos, é o principal adversário do petista.
Entre os dois, além da diferença de idade, existem significativas diferenças.
Lula sempre foi um político de esquerda, preocupado com as questões sociais e nos seus governos criou programas importantes que beneficiam os mais pobres.
Nas gestões do petista o SUS sempre foi valorizado e foi criado o SAMU, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, que hoje atende todas as regiões do país.
Nas gestões petistas o salário mínimo tem tido aumentos reais, a inflação está sob controle e o desemprego diminuiu muito, em relação ao governo anterior.
O Minhas Casa, Minha Vida, o Mais Médico e o Pé de Meia são iniciativas importantes, que garantem moradia, profissionais de saúde nas periferias e incentivo aos estudantes de ensino médio.
Projeto de transposição do Rio São Francisco foi idealizado no primeiro governo Lula e está na reta final, próximo a ser concluído.
A água do velho Chico já chega a dezenas de municípios dos estados nordestinos, livrando cidades inteiras do colapso em que viviam.
Na vida pessoal, apesar de já ter sido deputado federal e três vezes presidente da República, Luiz Inácio da Silva, ao que se sabe, tem apenas um imóvel em seu nome.
Um apartamento relativamente modesto em São Bernardo, na Grande São Paulo.
Flávio Bolsonaro foi deputado estadual e atualmente é senador.
Não tem projetos relevantes apresentados e defende ideias semelhantes as do seu pai, que foi presidente entre 2019 e 2022.
Um Brasil governado por Flávio pode ficar parecido com a Argentina de Milei, que privilegia o capital e tirou direitos importantes dos trabalhadores.
O senador assume a condição de conservador, com o discurso, feito por todo representante da direita, de defesa da família e dos valores cristãos.
Embora o pai não tenha feito um bom governo, a boa votação que será dada a Flávio vem do sobrenome conhecido.
A defesa da soberania nacional, feita de forma veemente pelo atual presidente, pode ser esquecida no caso da eleição do representante da direita.
Possivelmente, caso o senador vença a eleição, fará o possível para anistiar todos os envolvidos na tentativa de golpe de estado, no dia 8 de janeiro de 2023.
Do ponto de vista pessoal, Flávio Bolsonaro se deu com a política.
Consta que possui mais de 40 imóveis. Um deles é uma mansão que custou 6 milhões de reais, que fica em área nobre de Brasília.


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