O político ficou preso um tempo, na ilha de Fernando de Noronha e depois se exilou na Argélia, país da África.
Sua mulher, Magdalena, o acompanhou e depois os filhos.
Ana Arraes foi a única que permaneceu em Pernambuco.
Foi morar com o filho pequeno, Eduardo, em Vitória de Santo Antão, passando lá mais ou menos três anos.
A criança não recebeu o sobrenome da mãe, Arraes, para evitar perseguições.
Esse fato, relacionado com a ditadura, foi comentado pela primeira vez publicamente pelo prefeito João Campos, durante a solenidade de inauguração de uma creche, no Recife.
O regime militar deixou feridas difíceis de cicatrizar, atingindo filhos, netos e bisnetos.
Miguel Arraes ainda pôde retornar ao Brasil e reconstruir sua vida.
Outros foram assassinados nos porões do regime, como o estudante pernambucano Fernando Santa Cruz e o ex-deputado paulista Rubens Paiva.
A vida de Fernando foi retratada em livro, assim como a luta de sua mãe, Elzita, que tentou a vida inteira saber o que aconteceu com o filho.
História de Rubens Paiva foi contada no livro "Ainda Estou Aqui", escrito pelo filho Marcelo.
O livro deu origem ao filme do mesmo nome, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2025.

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