SENADOR SÉRGIO MORO TENTA EXPLICAR SUMIÇO DE BENS DURANTE A LAVA JATO


O senador Sérgio Moro (União-PR) tentou explicar, em entrevista a Rádio Jovem Pan de Maringá (PR),  o sumiço de bens - dentre eles obras de arte -  apreendidos pela Lava Jato e que estavam sob responsabilidade da 13ª Vara Federal de Curitiba, onde o ex-juiz atuou, e do Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF-4).

O desaparecimento dos objetos foi constatado durante correição feita pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que ainda aponta indícios de uma condução caótica nos acordos de leniência feitos pela força-tarefa e homologados pelo ex-juiz e seus pares no TRF-4.

Os membros do Conselho Nacional de Justiça, responsáveis pela correição, não conseguiram identificar uma série de bens e recursos, entre eles os confiscados no exterior.

Na manhã desta segunda-feira (13), Moro falou sobre o assunto à emissora de rádio de Maringá, cidade paranaense onde o ex-juiz foi criado.

Na entrevista, o senador atacou a corregedoria do CNJ, que está a cargo do ministro Luis Felipe Salomão, e buscou justificar a divulgação da informação a uma "perseguição" contra juízes.

"O que a gente vê é a corregedoria do CNJ atuando de uma maneira bastante discutível. Isso ai é plantação de notinha na imprensa", alegou Moro.

Segundo o senador, nas operação, muitas vezes, as pessoas lavavam o dinheiro comprando obras de arte. "E a gente apreendia. E o que a gente fazia: colocava nas mãos do museu Oscar Niemeyer. Então está tudo lá", completou.

Em seguida, o senador ligou a correição do CNJ ao clima de perseguição que existe em cima do judiciário, que segundo ele existe em cima do Poder Judiciário.

Sérgio Moro ainda citou o caso da juíza catarinense Joana Ribeiro Zimmer, que impediu uma criança de 11 anos grávida, vítima de estupro, de realizar o aborto legal.

"Tem uma juíza lá de Santa Catarina, de uma caso que ficou polêmico, que ela participou de uma audiência na qual uma menina que estava grávida, aparentemente decorrente de estupro, e tinha uma discussão sobre praticar ou não o aborto. E a juíza buscou convencê-la, por ser uma gravidez avançada, de não fazer o aborto. [...] A menina tinha o direito, pois pela nossa lei era uma gravidez resultante de estupro, mas por outro lado era uma gravidez avançada", disse o político, saindo em defesa da juíza.

No final questionou:

"Eu sei que a juíza está sofrendo um processo disciplinar no CNJ porque fez o trabalho dela. E cadê as garantias da magistratura?"

*Fonte: Revista Fórum.

Um comentário:

  1. Os "incarnados" forçam à barra para imputar ou colocar a pecha de ladrão em Moro. Eu ainda acho que a ladroagem de Moro tenha sido mesmo ele ter roubado a honestidade e o caráter do Lula...

    ResponderExcluir