Marília Arraes liderou as intenções de voto como candidata à governadora de Pernambuco até o dia da eleição, em 2022.
Um fato inesperado, ocorrido justamente no dia da votação, mudou tudo.
O marido de Raquel Lyra, Fernando Lucena, morreu de forma inesperada.
A ex-prefeita de Caruaru, que corria o risco de ficar fora do segundo turno, pois Miguel Coelho crescia na reta final, terminou por conquistar no primeiro turno uma votação acima do que as pesquisas indicavam.
Na campanha do segundo turno, a campanha de Marília, que tinha sido impecável na primeira etapa, entrou em "parafuso".
Raquel, enlutada, sem declarar apoio a Lula ou Bolsonaro, terminou conquistando votos à direita e à esquerda, vencendo a eleição por folgada margem de votos.
Marília era derrotada pela segunda vez numa disputa majoritária num curto espaço de tempo. Em 2020 ela também chegou a liderar a campanha contra João Campos, no Recife, mas perdeu na reta final para o primo, que por sinal faz uma boa gestão na capital.
Nos primeiros meses que se seguiram à derrota, a neta de Arraes se mostrou abatida, até porque depois da eleição pariu sua terceira filha. Derrotada nas urnas e três filhas pequenas para criar.
Passados os primeiros seis meses da gestão de Raquel Lyra, Marília volta com tudo à cena política.
Fortalece o Solidariedade, percorre todo o estado, articula adesões ao partido no âmbito nacional, tentando atrair nomes de peso, como o ex-governador do Paraná, Roberto Requião.
A ex-deputada assume de vez a condição de principal liderança da oposição em Pernambuco.
Tem autoridade pra isso: perdeu, mas foi para o segundo turno e obteve mais de 2 milhões de votos, apesar da comoção que ajudou Raquel a vencer a eleição.
Marília Arraes está com 39 anos, tem muita garra e voltou a ser a "leoa do norte", com chegou a ser chamada na campanha.
Ninguém a dê como liquidada politicamente. Parece que está apenas começando.
Lula perdeu três eleições para presidente da República, depois venceu três e ainda elegeu Dilma, a primeira mulher a comandar os destinos do Brasil.
Marília deve ter em mente a história do pernambucano de Garanhuns/Caetés, quando recomeça praticamente do zero para conquistar seu lugar na história.


ESPERA-SE QUE PRA ESSA SENHORA PARA CONSEGUIR UM LUGAR NA HISTÓRIA NÃO PROCURE TRILHAR PELO CAMINHO DA CORRUPÇÃO COMO FOI O CASO DO SEBOSO DE CAETÉS, POPULARMENTE CONHECIDO COMO O TRAPACEIRO LULA.
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