Seres híbridos na incerteza da transição da era analógica para a digital, onde realidade e mundo virtual se misturam, surgiram na esteira da triunfante ideologia consumista disseminada pelo neoliberalismo. Deles e delas não se exige qualquer tipo de formação, sendo o único pré-requisito para a profissão ser desinibido (a) até o nível da absoluta falta de noção. É o besteirol elevado ao paroxismo.
Desprovidos de conteúdo relevante, os influenciadores existem graças à identificação de milhões de consumidores, a maioria jovens, num contexto de rebaixamento cognitivo geral. Por isso, quanto mais vazios de ideias, mais cheios de grana.
Há exceções.
*Homero Fonseca é jornalista pernambucano. Publicou diversos livros, trabalhou nos principais veículos de comunicação da capital, foi Secretário de Imprensa da Prefeitura do Recife e editor da Revista Continente.

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