Alguns filmes são
necessários. Imperdíveis. Acrescentam muita informação, tratando do passado, da
história, com lições para o presente.
É o caso do longa alemão “O
Caso Collini”, um drama intenso, de roteiro impecável, direção precisa e bons
atores.
O cineasta responsável por
esse filmaço, Marco Kreuzpaintner, não somente aborda o horror que foi o
nazismo, como mostra que em 1968, mais de 20 anos depois do fim da II Grande Guerra, o governo aprovou uma lei para salvar a pele
de centenas ou milhares de criminosos.
A Justiça - esse um dado importante desse belo trabalho cinematográfico -, pode servir para acobertar crimes.
Os americanos, os ingleses,
os franceses, os holandeses e muitos outros povos já produziram obras e obras
sobre as atrocidades praticadas pelos apoiadores de Adolf Hitler.
Mas ver os próprios alemães
remexendo nas entranhas do que aconteceu nos anos 30 e principalmente na década de 40, do século passado, tem um significado especial, principalmente quando feito de forma tão competente como em “O
Caso Collini”, ainda mais necessário quando o fascismo volta a bater a nossa
porta.
Acabei de assistir a ele. E não irá concorrer ao Oscar? Franco Nero, o eterno Django, cada dia melhor como ator. E a música, o enredo, a direção... Deveria ganhar Oscar de direção, trilha sonora, ator ( Nero ) e fotografia. Mas, como não faz parte do circuito viciado de hollywood...
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