A morte trágica e inesperada da cantora Marília Mendonça foi chorada pelo Brasil inteiro.
Artistas, jornalistas, políticos, pessoas simples do povo... foi um lamento só, de norte a sul do país.
O povo brasileiro está sofrido, carente, com muita coisa represada.
Chorar o fim precoce de Marília é também uma maneira de chorar os mais de 600 mil que perderam a vida por conta da Covid.
É preciso soltar o choro diante do desalento num país que foi brutalizado a tal ponto que a esperança no momento se concentra numa pessoa de 76 anos de idade.
Ela era uma cantora do povão, que destoava dos sertanejos por se firmar num universo predominantemente masculino, machista, com reacionários da estirpe de Sérgio Reis.
Quando Marília, com apenas 23 anos, disse Ele Não, foi perseguida. Cantora e familiares receberam ameaças, pois o fascismo tem como uma de suas marcas principais a intolerância.
Ela teve, então de se recolher, recuar, apagar das redes seu posicionamento político.
Depois de sua morte, a artista virou a estrelinha da música que cantava.
E desde o acidente não param de aparecer fotos e vídeos de Marília Mendonça com celebridades, como Paolla Oliveira e Gal Costa.
Hoje a secretária da Mulher, Betânia Monteiro postou uma foto da goianense com o deputado federal Gonzaga Patriota.
Marília se revelou um fenômeno em vida e fenômenos muitas vezes nem a morte consegue apagar. Assim foi com Raul Seixas, com Belchior, Elis Regina, Cassia Eller e assim será com a estrelinha.
Tomara que ela esteja no céu, bem perto do criador e de lá vele por todos nós, que precisamos da ajuda de todos os santos para seguir em frente.
*Na foto Marília com Gal Costa, com quem gravou um bonito dueto.
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