Moro
foi responsável direto pela eleição do psicopata. Fez o serviço, aceitou ser
ministro daquele beneficiado diretamente por suas manobras, todas muito bem
reveladas e documentadas pela Vaza-Jato. Durante um ano e meio, protegeu a
família Bolsonaro de tudo o que apareceu, dos cheques da Michelle às falcatruas
do Flávio. Esquivou-se do Queiroz, do caso Marielle e do miliciano Adriano.
Quando sentiu que ia respingar lama no patrão, foi atrás do porteiro do
condomínio. Calou-se quando surgiram menções ao AI-5, diante do massacre de
lideranças indígenas e da farra dos garimpeiros. Tergiversou sobre os ataques
diários à liberdade de imprensa e diretamente a jornalistas.
Ele
fechou os olhos para o laranjal, para a devastação da Amazônia e as maracutaias
na Secom. Abriu inquérito contra festival punk e fingiu que não viu
manifestações pela volta da ditadura. Sumiu durante a pandemia.
Achou
uma brecha para sair, quando percebeu a barca furada do governo Bolsonaro,
afundando a olhos vistos. Aposta na falta de memória da população, que o
tratará como o herói traído e que merecerá a presidência em 2022.
Pior
ministro da justiça de todos os tempos, jamais compreendeu a dimensão do que é
ser um Ministro da Justiça (com maiúsculas).
Não
deixará saudades.
Texto Maurício Gomyde

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