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domingo, 14 de fevereiro de 2010

O CORONEL JOSÉ SARNEY


"Honoráveis Bandidos", livro escrito pelo jornalista Palmério Dória e publicado pela pequena editora Geração, é um fenômeno de vendas no país. O trabalho é na verdade uma longa reportagem, como se estivesse sido escrita de uma vez só, o que obviamente não aconteceu. A obra da primeira a última página faz uma devassa demolidora na vida do ex-presidente e atual senador José Sarney. Ele, os filhos Fernando e Roseana, a esposa Marly, as noras, os genros, entra todo mundo no pacote, como integrantes de uma verdadeira quadrilha que há décadas assaltam o Brasil e penalizam o Maranhão aos piores índices sociais do País.
Sarney, de acordo com o perfil traçado por Dória, é um velho coronel, um "bandido esperto" que serviu a ditadura, virou presidente por acaso e se locupleta na democracia nomeando apadrinhados para os cargos públicos com uma sede e uma fome impressionantes. Durante a leitura, a gente não consegue deixar de rir, em certas partes. Mas não é engraçado, é trágico e dá para sentir em cada capítulo a podridão que exala do corpo do imortal José Sarney.
O livro reúnde bom jornalismo e política na dose certa e é recomendado mesmo nesses dias de Carnaval. Quem sabe você lê na casa de praia ou no descanso da fazenda, aprendendo um pouco mais sobre esse Brasil onde convivem a modernidade e o atraso?

Um comentário:

  1. Roberto, você sempre trazendo assuntos interessantes para o seu blog, parabéns.
    Agora vamos relembrar um pouco.
    Brasileiros e Brasileiras, Boa noite (Pronunciamento do presidente Sarney).
    (...)
    Por que José Sarney foi presidente do Brasil?
    Vamos relembrar a história deste ex-presidente.
    José Sarney não foi eleito. Foi um arranjo dos militares, que o escolheram porque apoiava a ditadura militar.
    Na verdade, o mineiro Tancredo Neves que em 15 de janeiro de 1985 foi eleito presidente do Brasil pelo voto indireto de um colégio eleitoral, mas adoeceu gravemente em 14 de março de 1985, véspera da posse, morrendo sem ter sido oficialmente empossado.
    Sarney não poderia ter assumido o cargo de presidente, pois Tancredo Neves havia sido apenas eleito e não tinha tomado posse, portanto Sarney só poderia assumir o cargo caso o Tancredo tivesse tomado posse.
    A posse de Sarney foi, portanto, ilegal e inconstitucional.
    O certo seria ter outra eleição (na época indireta) com novos candidatos, nova campanha e, enquanto isso não acontecesse, o presidente da Câmara dos Deputados (Dr. Ulisses Guimarães) exerceria o cargo de Presidente interino.
    E aí, deu no que deu. E no que sempre dará...
    José Melquiades.

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