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domingo, 28 de fevereiro de 2010

A CREDIBILIDADE DOS INSTITUTOS

É preciso esclarecer que a maioria dos Institutos de Pesquisas do Brasil são sérios, têm credibilidade e por isso são contratados pelos partidos políticos, governos e empresas para fazer levamentos sobre determinados assuntos, junto à população. O mais conhecido deles, que virou até sinônimo de popularidade, necessariamente não é o mais sério. Existem até questionamentos diversos de empresas e partidos em relação a esta organização. Há pouco tempo atrás, o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, (foto) disse taxativamente que o presidente Lula não faria o seu sucessor, pois os números mostravam claramente uma grande preferência do eleitorado brasileiro a favor do provável candidato tucano à presidência, o governador José Serra. Ora, eu até que posso dizer uma coisa dessas, o leitor também, mas o presidente do Instituto...? Onde é que fica a credibilidade, a isenção da Empresa, depois de uma demonstração de parcialidade dessas?
Na verdade, meus caros leitores, todas essas empresas são sérias até certo ponto, pois são conhecidas no País as histórias de manipulação de cada uma. Só não estou lembrado de uma grande sacanagem do Datafolha, que por ser ligado a um grande jornal parece ter mais independência. Lembro de uma eleição disputada em Pernambuco, há algumas décadas atrás, em que Marco Maciel e José Queiroz disputavam a única vaga em jogo para o senado. Na véspera do pleito, os institutos davam uma vantagem de 20 pontos percentuais ao arenista pefelista do PDS, hoje democrata. Quando abriram as urnas o então governista venceu o pobre do Queiroz por 1% de vantagem e ainda se levantaram suspeitas de fraude nas urnas. O Ibope e congêneres erraram por 19% por quê? O que terá ocorrido? Elementar, meu caro Watson, como diria o famoso detetive, não houve erro nenhum. As pesquisas foram manipuladas para induzir o eleitor e garantir a vitória do candidato oficial. Quem pensar que Marco Maciel e outros democratas que deram sustentação à ditadura são santos, tá é muito por fora das coisas.
Assim, meu caro amigo, confie desconfiando de todos os institutos. Eles são "sérios", precisam de credibilidade, mas cada um deles têm interesses políticos e econômicos por trás e isso logicamente pode interferir no trabalho que realizam.
O Sensus, o Vox Populi, o Ibope e o Datafolha são igualmente eficientes, respeitáveis. O Ibope é o mais conhecido, repito, porém pode até ser mais venal do que os outros. Pessoalmente, acredito ser o Datafolha o mais confiável, pelo que tenho observado ao longo de anos e anos de pesquisas. Instituto que se preza não pode brigar com os números, querer distorcer a vontade popular. Aqui no Brasil, no entanto, às vezes eles fazem isso.

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