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sábado, 18 de maio de 2019

ATIREM-ME UM LÁPIS



Por Maciel Melo, o Caboclo Sonhador

Atirem-me um lápis. Disparem em mim, façam qualquer gesto que seja digno de minha morte. Espoletem palavras de ordem, de progresso, de educação e de vida.


A nossa pólvora é feita do grafite que acende a sabedoria do povo brasileiro. Uma nação sã não foge à luta. Somos escaldados, mas não temos medo de água fria, muito menos de cara feia.


Quando o educador Paulo Freire engatilhava as espirais, partindo de um ponto cego, na intenção de unificar as margens das páginas da educação no Brasil, sem distinção de cor, raça, sexo, religião e nível social, lhe alvejaram na calada da noite, e rasgaram o único método da língua portuguesa direcionado aos fracos e oprimidos.


Atirem-me, pois, um lápis. Metralhem-me com rajadas de verbos, de sílabas, exclamações, reticências... e aí, morrerei, sangrando a essência do povo de minha terra. Terra de Zumbis, de Gracilianos, de Gregórios Bezerras, de Vitorinos e Lourivais. Terra dos Joões Paraibanos, Ivanildos, Pedrosas, dos Sertões, dos Carrascais. Terra Ariânica, de Manoel Bandeira, Leandro Gomes de Barros, Patativa, Josué de Castro, Chico Sciencie e muito mais.
Atirem-me, já, um lápis.


*Publicação original no Facebook do poeta AQUI.

Um comentário:

  1. Falando em Paulo Fuleire... Assistindo esses dias o documentário tosco intitulado "40 horas de Angicos" e que encontra-se disponibilizado no Youtube, e tem a finalidade de enaltecer o patrono da eterna miséria intelectual do brasileiro e do analfabetismo persistente e inamovível. E fala sobre os 300 "supostamente" alfabetizados por Paulo Freire na década de 60 em 45 dias, curiosamente nenhum daqueles infelizes deu pra gente, todos os supostos alfabetizados hoje são semi-analfabetos e vivem na mais linda MERDA, na cidade de Angicos e alguns até confessam no próprio documentário que só sabem assinar o nome!

    Paulinho da safadeza é mais um caso de charlatanismo institucionalizado nas universidades brasileiras no mesmo nível da Joana "Dark" Felix que mentiu a vida inteira a ponto de acreditar nas próprias mentiras! Coisa típica de esquerdistas!

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