quinta-feira, 14 de março de 2019

DOM PAULO JACKSON TEM O SENTIMENTO DE POVO

Por Roberto Almeida

Natural de São José de Espinharas, na Paraíba, Dom Paulo Jackson, assumiu a Diocese de Garanhuns em agosto de 2015, quando tinha 46 anos de idade.

Quatro anos depois, perto de completar 50 anos, o bispo já mostrou a que veio, fazendo uma administração na Diocese marcada pelo bom senso, o diálogo, mas também pela capacidade de mudar, quando se faz necessário, para que os servos de Deus não se acomodem.

Dom Paulo já fez pelo menos três rodízios entre os padres, que têm oportunidade de mostrar sua capacidade em diferentes paróquias, ao mesmo tempo que permite aos moradores de cidades diversas conviverem com sacerdotes de estilos diferentes, embora todos tenham a missão de pregar a palavra do Senhor e enfatizar a necessidade de Jesus na vida das pessoas.

Hoje o editor do blog conversou pessoalmente com Dom Paulo Jackson durante aproximadamente uma hora e meia.

O encontro, na Cúria Diocesana, deixou o jornalista bem impressionado.

Apesar de saber do preparo do administrador diocesano, que estudou no Instituto de Teologia do Recife e é doutor em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, a conversa reservada, num tom informal, permitiu perceber que o bispo é não só uma pessoa de muito saber, que conhece o mundo, mas também que apesar dos títulos e de ter morado durante anos na Europa, permanece uma pessoa simples, humilde, com sentimento de povo.

É um religioso consciente do momento delicado que vivem diversos países do Velho Continente, como a Alemanha, a Inglaterra e a França.

E também preocupado com o Brasil atual, onde a pobreza extrema está voltando, as pessoas estão se desumanizando e tragédias como a que aconteceu em Suzano, esta semana, comovem o país e o mundo.

Embora evite a política partidária, Dom Paulo reconhece que o Brasil viveu tempos melhores na época do presidente Lula e desde a segunda administração de Dilma Rousseff começou a passar por problemas que levaram o país a um retrocesso que inquieta os setores conscientes da sociedade.

Ele admitiu que os católicos veem com certa apreensão a chegada ao poder do presidente Jair Bolsonaro, ligado a setores evangélicos que ocupam espaços de poder e deixam os interesses cristãos em segundo plano.

Segmentos católicos, admite o bispo, também acreditaram nas mudanças anunciadas pelo atual presidente, mas é possível que com menos de três meses de governo alguns comecem a rever suas posições.

GARANHUNS – Dom Paulo tem um bom relacionamento com o clero de sua diocese e alguns padres e diáconos com quem conversamos revelaram verdadeira admiração pelo seu pastor.

É o caso de padre Aldo Mariano, pároco da Igreja São Sebastião, que é amigo e colaborador do trabalho do bispo, a quem conhece desde os tempos dos estudos teológicos.

Paulo Jackson acredita que o atual prefeito de Garanhuns, Izaías Régis, fez uma boa administração, avançou em relação aos antecessores nos quatro primeiros anos, mas no segundo mandato não está no mesmo ritmo dos primeiros tempos.

O administrador da Diocese, inclusive, acredita que a briga política do prefeito com o governador de Pernambuco termina por trazer prejuízos ao município. O ideal, imagina, é que as questões partidárias deviam ser deixadas de lado em prol dos interesses da população.

Aberto a receber qualquer garanhuense em sua sala, na Cúria Diocesana, Dom Paulo já foi visitado pelo deputado estadual Sivaldo Albino, com quem admite ter tido uma boa conversa.

Considera importante Garanhuns ter eleito um representante para a Assembleia Legislativa, ligado ao governador, que vai fazer um contraponto ao prefeito do município.

Dom Paulo Jackson é muito transparente e falou até sobre o trabalho de recuperação do Colégio Diocesano, que passou por dificuldades, mas segundo ele está com a situação quase toda regularizada.

Para o atual bispo de Garanhuns, um seu antecessor, Dom Irineu, deixou uma marca muito forte como administrador, tanto que até hoje, obras como a reforma do Seminário São José e da Cúria impressionam e os prédios recuperados na sua gestão ainda estão com cara de novos.

Dom Irineu foi quem também viabilizou a construção do Santuário da Mãe Rainha, hoje um dos principais refúgios religiosos do município e também destaque como ponto turístico da cidade.

A Igreja Católica em Garanhuns realmente nos parece em boas mãos. Dom Paulo Jackson é um homem inteligente, cordato, de muita fé e não temos nenhuma dúvida de que conduz muito bem a Diocese local.

Ele não se prende só à cidade e sempre que pode visita as cidades ligadas à Diocese. Nos próximos dias, mesmo, estará em Capoeiras, prestigiando a Festa de São José, que acontece até o dia 19 naquele município. 

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