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domingo, 22 de julho de 2018

O FESTIVAL DE INVERNO ESPALHA ALEGRIA NA CIDADE


O capoeirense Luís Carlos como Carlitos, no Casarão das Artes

Quem foi à Praça Mestre Dominguinhos, ontem à noite, ficou deslumbrado com o show de Flávio Venturini. Alguns amantes da boa música registraram que somente a apresentação desse artista valeu pelo Festival de Inverno inteiro.

Mas bem antes das apresentações no palco principal, a cidade fervilhava nas principais ruas e avenidas.

Na Praça Souto Filho, que sedia os eventos literários, um bom público prestigiou o lançamento do livro “Lampião, o Cangaço e Outros Fatos no Agreste Pernambucano”, de autoria do capoeirense Júnior Almeida.

Pessoas de Garanhuns, Caetés, Paranatama, Capoeiras, Angelim e outras cidades da região prestigiaram o evento literário.

Foram recitadas poesias retratando o fenômeno do cangaço, o autor e pessoas do público estabeleceram um diálogo a respeito de Lampião, Maria Bonita e outras figuras lendárias da história brasileira, a maioria destacando a importância do livro para a nossa região.

Pertinho, no Parque Euclides Dourado, por volta das 16h30, circulava tanta gente no local que parecia uma multidão entrando ou saindo de um estádio de futebol.

Gente de todas as tribos, pessoas bonitas, a maioria de outras cidades, demonstrando encantamento com a beleza da cidade e do lugar.

Agasalhados, tomando chocolate quente, jovens sorriam, curtindo o clima frio de Garanhuns.

O Festival, como já tivemos oportunidade de escrever aqui, se espalha por todos os lados da cidade.

Lá pelo centro passaram os caboclinhos, no palco da cultura popular, na catedral se fez mais um concerto de música refinada e no Castainho, já na zona rural, uma oficina cultural movimentou a comunidade quilombola.

Hoje a movimentação promete: Afinal de contas além do Parque Euclides Dourado, da Praça da Palavra, do Pau Pombo e da Cultura Popular na Santo Antônio, na Mestre Dominguinhos, no palco principal, tem a diva Vanessa da Mata, com sua “Caixinha de Música”.

A estrela vai cantar músicas de sua autoria, vai resgatar Márcio Grey, vai dar um tom roqueiro a uma música gravada pelos caipiras Milionário e Zé Rico.  

Vai enternecer a praça com sua voz suave que lembra a de Gal Costa 30 anos atrás.

Em meio a tanta coisa boa, tantos artistas de valor, tem gente preocupada apenas com a decoração da Rui Barbosa, que ficou feia, porém sem tirar a beleza de Garanhuns e do próprio Festival.

Tem gente que gosta de dramatizar, superestimar, se apegar a coisinhas.

Mentes pequenas, aprisionadas em lugares pequenos, que juram pensar grande.

Um segundo
Foi o que precisou
Pra mudar como eu estava
Eu já não queria amar mais
Voltei a cantar

Um segundo
Do seu olhar profundo
Foi o que precisou
Pra me salvar de onde eu estava
E a perceber coisas belas
Que eu não cultivava mais

Um dia distraída
Céu claro tom de âmbar
Um rosto limpo novo clima
A companhia tudo
Têm gente que faz destruir
Ele me fez melhorar..

(Trecho de “Caixinha de Música”, de Vanessa da Mata).



*Fotos: Oliveira Ana, Júnior Almeida, Página do FIG no Facebook

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