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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

VOLTEI RECIFE!


Depois de dois anos e meio volto ao Recife, cidade em que morei por 18 anos, fiz cursinho pré-vestibular, entrei nas faculdades de direito e farmácia, na UFPE, mas terminei estudando mesmo foi jornalismo,  na Católica.

Na capital residi no simpático bairro da Torre, em Casa Amarela e Casa Forte. 

Trabalhei na velha Rádio Clube, no Diário, no JC, Folha e TV Pernambuco. Tive uma boa escola na profissão.

No Recife vivi um casamento de 15 anos com uma mulher inteligente, digna e excelente gosto para a leitura, a música e as artes em geral.

Com ela tive três filhos maravilhosos: Roberta, Lulinha e João Paulo.

O tal de "temperamento" nos distanciou, casei novamente e passei a viver em Garanhuns.

Aí vieram mais filhos: Daniela, Tiago e Carolina, além de Vitória, de uma outra relação.

Amo todos eles. Estão crescidos, cada um já tomou seu caminho e nesta rara saída de casa estou na capital para visitar filhas e netos.

Rever Carolina, depois de um mês que ela saiu do nosso convívio diário, 

Passar uma tarde com Roberta e enfim conhecer seu apartamento, comprado com muito esforço, graças a seu trabalho como professora de Olinda e Recife.
 Abraçar Cassiano, conhecer meu sexto neto, Pedro, ficar algumas horas pertinho de Daniela e seu maridão Kaio, que ouve sem parar discos em vinil - Moraes Moreira, Fagner, Belchior, Ednardo, Roberto Carlos, Chico Buarque, Marisa Monte, Beatles - um monte de cantores bons que eu ouvia na "radiola" quando meu genro nem era nascido.

Revi Boa Viagem, o mar, mergulhei, nadei, recuperei por alguns instantes a juventude deixada pra trás.

A praia mais badalada da capital pernambucana é a mesma, mas apresenta algumas inovações, em relação aos anos 70, 80 e 90.

Tem de tudo: vendem diferentes espécies de peixe, amendoim torrado e cozinhado, queijo de coalho na brasa, sorvete e picolé de todo tipo, ostra gelada, água de coco, cerveja, caldinho de mocotó, camarão,  lagosta...

E, aí pelo menos pra mim e Terezinha,  que há tempos não íamos à praia mais badalada do Recife, a novidade: esses vendedores de comida e bugigangas, que trabalham sob o sol escaldante para sobreviver, agora aceitam cartão de crédito no pagamento. 

Se o freguês estiver sem dinheiro não tem problema: O Visa, o Credicard ou o Elo resolvem a questão.

Muita felicidade nesses dois dias, longe da província, das fofocas, das mesquinharias políticas, da insensibilidade de alguns que só alimentam o próprio ego.

Estou perto de quem amo, estou matando saudades e quando retornar, neste domingo, terei pertinho de mim outros amores imensos: minha mãe Maria das Neves, o mano Júnior, Vitória, Lulinha Almeida, minhas netas Luana, Fernanda, Clarice e Lara, além de amigos que são verdadeiros irmãos, como Jorge Cordeiro, Luizinho Roldão e Maria Almeida.


Deus me dê saúde e forças para seguir em frente, proteja minha família, meus irmãos, meus amigos. Todos eles. 

Um bom início de semana para meus amigos (as) leitores (as). Beijos no coração.

*O texto foi feito no domingo pela manhã, originalmente para o Facebook. Hoje recebeu alguns acréscimos e as devidas adaptações para o blog.

Um comentário:

  1. Li e gostei,amigo Roberto Almeida,colega da Universidade Católica de Pernambuco quando estudei química por 4 anos.Voltar a Recife é navegar e recordar os bons e os maus momentos da vida.Parabéns!

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