Festival Viva Dominguinhos

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A valorização da música regional

sexta-feira, 10 de março de 2017

CHARLES BRONSON - O JUSTICEIRO DAS TELAS

Por Altamir Pinheiro

O ator norte-americano de origem lituana,  Charles Dennis Buchinsky, foi um intérprete  que falava através da sua atuação com aquela maneira fria e serena em cada cena que interpretava ou representava. Ou seja, era um ator frio e calculista. Charles Bronson é considerado  um dos maiores ícones de Hollywood dos filmes policiais e do velho oeste, muitos deles caracterizados por violência excessiva e louvor à vingança. Interpretou muitas vezes ou quase sempre o bordão ou molde  daquele herói durão e de sangue frio, inclemente contra os “CRIMINOSOS”...
Com a conhecida carreira rica em westerns e policiais, acabou  se transformando em um autêntico  justiceiro vingativo da violenta e controversa   série  "DESEJO DE MATAR". Foi nesta série de muito sucesso que Bronson chegou ao estrelato aos 53 anos, quando interpreta pela primeira vez o papel de PAUL KERSEY, um arquiteto que tem a mulher assassinada e a filha violentada. Inconformado pelos responsáveis não terem sido presos, vira um justiceiro e sai matando criminosos em Nova York às dezenas. O “CARA DURÃO”  se autodescreveu  em uma das poucas entrevistas concedidas ao completar 80 anos da seguinte maneira: “TENHO A APARÊNCIA DE UMA PEDREIRA, ONDE EXPLODIU UMA CARGA DE DINAMITE". Bronson sofria de Mal de Alzheimer e morreu no ano de 2003,  aos 81 anos de idade em consequência de uma pneumonia.
 O feioso e  durão Charles Bronson. "o homem de poucas palavras e muita ação", como afirma o cinéfilo Darci Fonseca,  na vida real foi motorista de caminhão pelo exército americano durante a 2ª Guerra Mundial; na carreira do ator teve seu devido reconhecimento com uma estrela na calçada da fama, além de um Globo de Ouro em 1972, ao lado de Sean Connery. Até antes de morrer, Bronson era o quarto ator mais lucrativo do mercado americano, atrás somente de Robert Redford, Barbra Streisand e Al Pacino. Uma curiosidade triste para os fãs brasileiros tem como cenário um contato do colunista social AMAURY JÚNIOR com o ator nos Estados Unidos, quando o brasileiro se apresentou como jornalista para entrevistá-lo, sendo que o ator recusou veementemente em falar para o seu público da América do Sul ao pronunciar um sonoro NÃO e afirmar em tom de menosprezo:   Brasil... Que país é este?!?!?!  Eu nunca ouvi falar!!! Em resposta, o humilhado jornalista armou um barraco e sapecou-lhe um tremendo jargão pejorativo no seu focinho: VOCÊ É UM ATOR CANASTRÃO!!!
Charles Bronson fez sua estreia em filme bang bang em SETE HOMEM E UM DESTINO, quando tinha apenas 21 anos de idade.
Em que pese ter sido, para os padrões da época, um ator de pequena estatura(1,73m), pois atores BAIXINHOS nunca se deram muito bem em Hollywood e as poucas exceções lembradas  são os casos de Al Pacino,  James Dean e Audie Murphy, que  servem para confirmar essa regra. Porém, Bronson sempre tirava tudo  isso de letra.  Em excepcional forma física aos 50 anos de idade, Charles Bronson cavalga entre “cavalos selvagens” SEM DUBLÊ, salta por entre rochas no melhor estilo de Burt Lancaster e possui inegável carisma ainda que não seja um verdadeiro intérprete. No filme "FUGA AUDACIOSA", de 1975, é mostrado um plano de fuga de uma prisão, utilizando-se um helicóptero que, pilotado por Bronson, pousa no pátio de um presídio e resgata o prisioneiro interpretado por Robert Duvall. A cena se tornou famosa no Brasil, pois teria inspirado a fuga do bandido ESCADINHA, que usou o mesmo estratagema para fugir do presídio carioca da ilha grande, em 1985.

Acredito eu, que mesmo no além, na eternidade, Charles Bronson tenha sido o maior cabo eleitoral do CACHORRO LOUCO, Donald Trump, o atual presidente dos Estados Unidos. Trump, que vai construir um muro entre San Diego e Tijuana que estão no extremo oeste da divisa entre Estados Unidos e México, deve ter tomado esta decisão depois  de ter assistido ao filme A FRONTEIRA, donde, Bronson  interpreta um Oficial da Patrulha de Fronteira dos EUA, localizada a vinte milhas de San Diego. A fronteira entre os dois países é na atualidade um dos mais claros limites entre o mundo rico e o mundo pobre. Movimenta-se ali,  bilhões de dinheiro pelos grandes empresários/traficantes com gente do mundo inteiro servindo-se de mula acompanhando os coiotes para atravessar o eldorado. Quando conseguem, essas mulas Levarão uma vida de foragidos. Se forem encontrados, serão deportados ou irão para a cadeia. E mais: Escondidas em fundos falsos de caminhões, caminhonetes e vans viajam toneladas de remédios banidos por lei, sapatos feitos com pele de animais em extinção, armas de todos os tipos, além de heroína, maconha e cocaína. O combate aos cartéis do narcotráfico é um dos pontos centrais das relações entre México e os Estados Unidos que Donald Trump não abre mão de jogar duro nesse delicado assunto entre as duas nações. O filme A FRONTEIRA, estrelado por Bronson(atuação impecável) relata todo esse drama que está na crista da onda.

Deixando  A FRONTEIRA para Trum resolver, um filme épico que marcou muita gente foi o faroeste "ERA UMA VEZ NO OESTE" (1969), do famoso diretor italiano  Sergio Leone, que fez de Bronson um ator irresistível para o público e o mais bem pago dos anos 70. Este magnífico espetáculo cinematográfico, que deu ao western Europeu/Spaghetti, produção marcada por um filme de grande esplendor. Ou seja, uma áurea definitiva de maioridade, seriedade e de competência, incomodando seriamente uma extensa comunidade de críticos e cinéfilos do western Americano. Para se ter ideia do elenco, ele é composto pela exuberante  Claudia  Cardinale, o perfeccionista Henry Fonda e o carismático NEGÃO Woody Strode(um dos primeiros negros americanos a tornar-se ator).
Logo abaixo, o Blog de Roberto Almeida oferece aos seus leitores um vídeo imperdível. Posicione-se na cadeira, e dê de garra de uma bacia esbarrotando  de pipocas com uma jarra   de  guaraná para acompanhar uma  síntese, resumo ou sinopse de IMAGENS escolhidas a dedo de apenas 10 minutos para o leitor apreciar um cenário deslumbrante, magnífico, espetacular, do filme “ERA UMA VEZ NO OESTE”, que eu recomendo em razão de não ser somente um clássico da modalidade faroeste, mas uma obra prima do cinema. Vale a pena conferir a seleção de 10 minutos do vídeo abaixo, com imagens esplendorosas, irresistíveis, fantásticas!!! 

6 comentários:

  1. VALE A PENA CONFERIR A SELEÇÃO DE 10 MINUTOS DO VÍDEO ABAIXO, COM IMAGENS ESPLENDOROSAS, IRRESISTÍVEIS, FANTÁSTICAS!!!

    https://www.youtube.com/watch?v=pmhJ9Xckmmw

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  2. Artigo audaciozo e muito bem escrito, trabalho de pesquisa muito bem feito. Gostei

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  3. O vídeo é um arraso. Cenários lindos. Como músico que sou, gostei demais da trilha sonora. De quem será esse tema e o título?
    Chesman/.. São Bento do Una.

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  4. A trilha sonora é do maestro italiano Ennio Morricone, que a pedido do Diretor Sérgio Leone, compôs exclusivamente para este filme. O tema é o mesmo nome do filme sugerido pelo maestro: ERA UMA VEZ NO OESTE.. Aliás, o maestro Ennio Morricone, também é o autor da trilha sonora lindíssima do filme O DÓLAR FURADO interpretado por Giuliano Gemma.

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  5. E por falar em Charles Bronson, na última quarta-feira(08), o jornalista político Reinaldo Azevedo escreveu um artigo na VEJA ON LINE, bastante sugestivo: ERA UMA VEZ NO OESTE DO PT. No desenrolar do tema, o jornalista faz uma alusão ao magnífico filme “Era Uma Vez do Oeste”, de Sergio Leone, de 1968, que tem de ser visto por quem não conhece. Quatro medalhões do cinema contracenam com brilho invulgar: Jill McBain (Claudia Cardinale), o bandido Cheyenne (Jason Robards), o pistoleiro de aluguel Frank (Henry Fonda) e um homem apelidado apenas de “Harmônica” (Charles Bronson).

    POIS BEM!!! A certa altura do texto indaga o jornalista: Por que o título deste post é “ERA UMA VEZ NO OESTE DO PT”? Diz ele, O filme trata da chegada da ferrovia ao Oeste dos Estados Unidos, a terra ocupada por aventureiros, pistoleiros e justiceiros. O empreendedor é um milionário sem escrúpulos chamado Morton (Gabrielle Ferzetti). Cheyenne é um bandido, um ladrão, um assassino. Mas faz o gênero bonachão e romântico. Seu antípoda, no mundo da pistolagem, é Frank — este, sim, despido de qualquer limite ou escrúpulo. Todos eles se cruzam naquelas vastas solidões de areia. O magnata dos trilhos decide, então, contratar Frank para forçar um homem a vender suas terras, que seriam brutalmente valorizadas pela chegada da estrada de ferro. Bem, meus caros, assistam ao filme. É uma dica cultural imperdível. Só a espetacular música de Ennio Morricone já vale o seu tempo.

    Infelizmente para a história e para a verdade, o país está perdendo de vista o que significou o PETISMO na centralização e na estruturação do assalto aos cofres. Não, senhores! CHEYENNE, o bom bandido, era diferente de FRANK, o bandido mau. E os dois eram obsolescências perto de Morton, o mafioso profissional. No filme, quase tudo acaba bem, com uma perda ou outra. Nada indica, até agora, que será assim na vida real.

    E o jornalista arremata com essa: O que há de essencial nesse filme? Assiste-se ali à passagem da bandidagem amadora, seja bonachona ou brutal, para o CRIME ORGANIZADO, para a ORGANIZAÇÃO MAFIOSA(Leia-se, PT!!!).

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  6. TROQUEI AS BOLAS: NA VERDADE, A TRILHA SONORA DO FILME O DÓLAR FURADO NÃO É DE ENNIO MORRICONNE E SIM DE GIANNI FERRIO. DE ÊNIO É A MÚSICA DE TRÊS HOMENS EM CONFLITOS COM LEE VAN CLEEF, ELI WALLACH E CLINT EASTWOOD...

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