Governo do Estado

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domingo, 27 de novembro de 2016

RODA VIVA

Vejam como a política e a atividade pública às vezes são ingratas: um ex-secretário de Luiz Carlos de Oliveira,  um dos homens mais prestigiados do governo passado, continua trabalhando na prefeitura, da qual é funcionário efetivo, mas no momento não exerce nenhuma função específica. Para “matar o tempo” e se livrar do ócio, que é horrível para quem está acostumado a trabalhar, o jeito é se distrair no computador, usando as redes sociais.
Na vida quando somos jovens, temos um mínimo de dinheiro e ocupamos um espaço de poder, são muitos os amigos, aparecem mulheres, oportunidades, o mundo parece uma festa que nunca vai acabar.
Depois, basta vir algum problema de saúde, a idade ou o desprestígio por quem está no poder, que passamos a ser descartados antes do tempo.
Pelo menos no Brasil valemos mais pelo dinheiro, pelo cargo ou pela capacidade de bajular, do que pela inteligência, cultura, honestidade ou mesmo habilidade profissional.
Aqui na cidade temos o exemplo de um cidadão que foi professor, advogado e radialista de prestígio. Se elegeu vereador e prefeito do município. Mas depois que saiu da vida pública e vieram os problemas de saúde teve uma vida solitária.
Morreu pobre e recebia a visita de poucos, na casinha onde viveu os últimos dias de sua vida, num bairro da periferia.
Temos outros exemplos locais de pessoas que foram reis e rainhas. Hoje são tão comuns que passam desapercebidos, sem falar nos que foram chamados para outra existência sem aviso prévio.
O compositor Chico Buarque, na letra da música "Roda Viva", expressa um pouco esse "sobe desce" na vida de cada um:

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá.

A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá...

4 comentários:

  1. Infelizmente tudo isso é REAL.
    A nossa humanidade, na sua praticamente totalidade, deixou de ser formada pelo homem humano. É representada apenas, pelo homem GENTE!!!

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  2. No fim, é só você e Deus.

    Aceitem isso!

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  3. Você vale pelo que é, e não pelo que tem
    Postado por Alexandre Rangel em 5 março 2015 às 10:00
    Exibir blog
    Um famoso conferencista começou um dia sua palestra segurando uma nota de 50 reais. Numa sala com duzentas pessoas, ele perguntou à platéia:
    — Quem quer esta nota de 50 reais?
    Mãos começaram a se erguer.
    — Eu darei esta nota a um de vocês, mas primeiro deixem-me fazer isto! — Então ele amassou a nota. E perguntou outra vez:
    — Quem ainda quer esta nota?
    As mãos continuaram erguidas.
    — Bom, e se eu fizer isto? — perguntou, deixando a nota cair no chão e começando depois a pisá-la e a esfregá-la. Em seguida, pegou a nota imunda e amassada, e perguntou:
    — E agora? Quem ainda quer esta nota?
    Todas as mãos permaneceram erguidas.
    — Meus amigos, aprendam esta lição. Não importa o que eu faça com o dinheiro, vocês ainda vão querer esta cédula, porque ela não perde o valor, ela sempre valerá 50 reais.
    Isso também se dá conosco. Muitas vezes, na vida, somos amassados, pisoteados e ficamos sujos, por decisões que tomamos ou por circunstâncias com que deparamos em nosso caminho. E assim nos sentimos desvalorizados, sem importância. Porém, creiam: não importa o que aconteceu ou acontecerá, jamais perdemos nosso valor.
    Quer estejamos sujos, quer estejamos limpos, quer amassados ou inteiros, nada disso altera a importância que temos: o nosso valor.
    *Sócio-fundador da Alliance Coaching, Alexandre Rangel compartilha histórias e lições de cooperação, liderança e motivação do seu livro O que podemos aprender com os gansos.

    Jonathas Gueiros

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  4. é a verdade da vida valemos o que somos,ja fui muito pobre passei até fome,e ninguém olhava nem na minha cara.hoje graças a deus tenho uma vida considerada,ou seja digamos que sou rico.entao sou bajulado,muitas pessoas que eu nem sei quem é falam comigo me tratando com o maior respeito e admimraçao,tenho meus carros minhas casas,e o que vieram também com a riqueza ,as doenças.a vida é uma roda gigante.antonio.

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