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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

DADOS HISTÓRICOS DO MUNICÍPIO DE BREJÃO

Prosseguimos hoje com a publicação de dados sobre os municípios de Pernambuco, com ênfase nas cidades localizadas na região de Garanhuns.
Desta feita divulgamos algumas informações sobre Brejão, a 19 km da Suíça Pernambucana.
A população do antigo distrito,  estimada pelo IBGE para em 2016, é de 8.890 moradores. Pelo censo de 2010 eram 8.844 habitantes, 3.564 localizados na cidade e 5. 5.280 na zona rural.
O jornalista Homero Fonseca, no seu livro “Pernambucânia”, escreve o seguinte sobre o município de Brejão:
Numa área de vegetação verdejante e clima ameno, no Agreste, construiu-se em 1882 uma capelinha dedicada à Santa Cruz.
A povoação evoluiu daí, constituindo-se depois num distrito de Garanhuns.
Sua emancipação política foi atendida pela lei estadual nº 3337, de 31 de dezembro de 1958.
Inicialmente o povoado denominava-se Brejão de Santa Cruz. A partir de 1937 passou a chamar-se simplesmente Brejão, certamente como indicativo das peculiaridades geográficas da região, que abriga reservas florestais e estações ecológicas, como a reserva de Mata Atlântica da Fazenda Lírio.
Brejão quando distrito de Garanhuns foi forte produtor de café.

Segundo dados da Empresa Pernambucana de Turismo (Empetur), o município tem como atrativos turísticos belas fazendas, igrejas e grutas que merecem ser visitadas e conhecidas.

2 comentários:

  1. No bom e saudoso texto acima reza que, havia ali "Uma área de vegetação verdejante e clima ameno". E MAIS: "Brejão quando distrito de Garanhuns foi forte produtor de café". POIS BEM!!! Quem descreveu muito bem estas paisagens e passagens de Brejão foi o ótimo escritor garanhuense Luís Inácio de Miranda Jardim em seu livro de memórias: O MEU PEQUENO MUNDO. Aliás, quem é agrestino deveria ler dois excelentes livros de excelentes escritores nordestinos. Tratam-se de INFÂNCIA, de Graciliano Ramos publicado no ano de 1945; e MEU PEQUENO MUNDO, de Luís Jardim publicado no ano de 1977. Os dois são reminiscências da baba descer. Ou seja, RECORDAÇÃO VAGA E QUASE APAGADA DA NOSSA MEMÓRIA EM RAZÃO DESTA CORRERIA DESEMBESTADA NO DECORRER DO NOSSO DIA-A-DIA.

    SEM QUERER QUERENDO, ao lê-los, o leitor passa a divagar, deixa-se levar em suas reminiscências, viaja nas recordações da infância(tenha sido elas boas ou más, não importa!!!). Até porque diante das dificuldades da memória em recuperar imagens já desfiguradas pelo tempo, Graciliano Ramos e Luís Jardim reescrevem metaforicamente sua história de vida e voltando ao tempo da idade média - apesar de minha pessoa não tê-la vivido - mas acho que no manuscritos em pergaminho que, após ser batido e tirado a poeira, raspado, assoprado e polido, era novamente aproveitado. Claro, que hoje, com o teclado do computador e sua respectiva memória e arquivo, modernamente, a técnica tem permitido restaurar os primitivos letreiros ou caracteres, como queira. Ou seja, submetendo-o( o letreiro) a divisão e separação próprias do processo que oscila entre o presente e o passado, e equaciona, em forma de texto, o passado vivido e também o bom passado imaginado, por que não?!?!?! PARA QUEM É DE GARANHUNS E REGIÃO É UMA TREMENDA VIAGEM NO TEMPO QUE SE FAZ AO HOJE, MUNICÍPIO DE BREJÃO...

    EIS o que retrata Luís Jardim em seu livro de memórias, O MEU PEQUENO MUNDO, lá pras bandas de Brejão: "O medo do escuro, da morte e de castigo divino para quem quebra promessa e jejum povoa esse universo infantil. Lula e Dadô encontram no sítio Mulungu dois pés carregados de jabuticabas, e, felizes com a descoberta, empanturram-se com as frutinhas deliciosas, esquecendo-se do JEJUM da sexta-feira santa. Quando caem em si, já é tarde, e o espírito do menino perturba-se por ter quebrado o jejum. À noite, Lula tem insônia e se imagina amarrado em uma árvore em meio a animais ferozes e famintos". SÃO OS CASTIGOS DIVINOS(GRIFO NOSSO)...

    Como diz o escritor Josué Montelo: "Luís Jardim soube unir nas páginas de suas memórias [Meu Pequeno Mundo] o gosto do desenho, o pendor das letras e o talento teatral de arremedar os companheiros". Reconhecido por muitos intelectuais como uma figura de destaque da literatura brasileira e, não raro, como desenhista, o garanhuense Luís Inácio de Miranda Jardim, nasceu nesta cidade no dia 8 de dezembro de 1901. A sua ida para o Recife está associada à célebre hecatombe de Garanhuns quando, em 15 de janeiro de 1917, toda a sua família foi assassinada. Em 1918, mudou-se para o Recife porque se dizia, em Garanhuns, que até as crianças das famílias Miranda e Jardim estariam ameaçadas de morte. Depois desta partida para o Recife e logo após ao Rio de Janeiro, nunca mais o autor de Maria Perigosa voltou ao seu torrão natal. Luís Jardim faleceu no Rio de Janeiro em 1º de janeiro de 1987, aos 86 anos de idade.


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  2. E por falar num dos maiores romancistas do Brasil, o garanhuense Luís Jardim, certa vez, pedi uma audiência ao ex-camelô Izaías Regis, então prefeito do município e lá sugeri da importância de Garanhuns também ter uma COMENDA DE PUJANÇA que dignificasse o nome das grandes cabeças pensantes que nasceram na terra dos guarás e dos anuns. Mas afinal o que é uma COMENDA?!?!?! Bem, como se sabe, Comenda é uma condecoração concedida a pessoas que se destacam em suas áreas de atuação, desde artistas, políticos, empresários, esportistas e até camelôs. Por que não?!

    Antigamente, a recompensa tinha um significado bem diferente. Naquele tempo, a comenda era um benefício dado a membros do clero ou a militares que demonstravam valentia em batalhas. Geralmente, a comenda era algo valioso, como o título de propriedade de uma terra. Com o passar dos séculos, seu valor tornou-se simbólico, representado por diplomas, presentes de valores culturais e artísticos ou medalhas e colares. Para melhor exemplificar, a maior COMENDA concedida pelo Brasil a uma personalidade que nos visita é o bonito colar da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul; já a maior comenda concedida pelo Estado de Pernambuco é a Medalha da Ordem do Mérito dos Guararapes no grau Grã-Cruz.

    Voltando-se ao início da visita que fiz ao gabinete do ex-camelô Izaías Régis, fiz vê-lo que, seria de bom alvitre, que ele na qualidade de prefeito, em consonância com as Secretarias de Cultura e Educação que fossem relançados na rede municipal de ensino os livros infantis de Luís Jardim como O BOI ARUÁ, O TATU E O MACACO, PROEZAS DO MENINO JESUS e FAÇANHAS DO CAVALO VOADOR. Como também que fizessem parte da grade curricular o estudo da obra do citado escritor garanhuense.

    Chegando-se a COMENDA, propus-lhe que todas as pessoas de vultos de renomes que nos visitassem ou tivessem bons serviços prestados a Suiça Pernambucana, que fossem agraciados com a COMENDA LUÍS JARDIM que seria uma bonita pasta de couro com o brasão do município contendo o relançamento dos 12 exemplares de livros que ele escrevera. De imediato, o prefeito achou a tese bastante interessante, mas, ambicionando a pompa, ele acabou tropeçando nas circunstâncias e nunca mais deu um "piu" a respeito do assunto.

    P.S.: - TENHO QUASE CERTEZA DE, SE LUÍS JARDIM TIVESSE SIDO UM DESENROLADO CAMELÔ, MINHA SUGESTÃO TERIA SIDO ATENDIDA SEM CONTESTAÇÃO E, HOJE, QUEM SABE, ONDE ESTÁ EDIFICADA, A GUARITA DA POLÍCIA MILITAR, SERIA ERGUIDA UMA ESTÁTUA DO CAMELÔ LUÍS JARDIM...

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