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domingo, 25 de setembro de 2016

O RACISMO EM MONTEIRO LOBATO

ESPECIAL - Monteiro Lobato nasceu em Taubaté, interior de São Paulo, fez o Curso de Direito na capital paulista e ainda atuou como promotor. Foi também fazendeiro e editor de livros, além de militante de causas nacionalistas, como a denominada “o petróleo é nosso”.

Ficou conhecido, mesmo, foi como escritor pioneiro de histórias infantis, principalmente com a obra “O Sítio do Pica Pau Amarelo”.

O livro mais famoso de Lobato foi adaptado para a televisão várias vezes, a primeira ainda na época da TV Tupi. Na Globo, foi um sucesso durante décadas.

Mas se os livros infantis de Lobato lhe renderam prestígio e reconhecimento, geraram também polêmica.

Alguns críticos viram atitudes racistas do escritor na apresentação de personagens como Tia Anastácia, que é comparada a uma macaca em um dos seus romances.

Para botar “mais lenha na fogueira” a Revista Bravo publicou, tempos atrás, cartas inéditas do autor paulista em que ele defende a Ku Klux Klan americana, uma organização racista, integrada por brutamontes reacionários que queimavam as casas dos negros, espancavam e matavam as pessoas de cor.

Em outra carta ele se posiciona também a favor da eugenia, a purificação das raças, que foi praticada em larga escala pelos nazistas comandados por Adolf Hitler.

A discussão sobre o racismo de Monteiro Lobato vem de muitos anos e num dos últimos vestibulares da Unicamp, de São Paulo, foi incluído na relação de leituras para as provas o conto “Negrinha”, uma das histórias para adultos do escritor nascido em Taubaté. Possivelmente os professores que adotaram o texto queriam alimentar a discussão.

“Negrinha”, porém, é mais a uma crítica ao espírito de escravidão que continuava no Brasil mais de duas décadas após a abolição. O livro, que inclui outras histórias com a mesma temática foi publicado em 1920.

O conto título é muito bom e nele Lobato faz uma crítica mordaz a uma senhora branca que trata uma pobre menina de cor, órfã, como a um animal.

Era "caridosa, bondosa, amiga dos padres", mas tinha esse comportamento terrível em relação à negrinha, que nem mesmo teve direito a um nome em sua curta existência.

Quanto à negra Anastácia, do Sítio do Pica Pau Amarelo, tudo indica que foi criado para homenagear uma empregada dos pais de Monteiro Lobato, com quem ele conviveu na infância.

Assim, o escritor seria simpático ao personagem e alguns termos usados com relação à tia no livro “Reinações de Narizinho”, considerados racistas, poderiam representar o contexto da época ou mesmo uma crítica velada a quem comparava os negros aos macacos.

O que pesa mais contra o respeitado romancista são as tais cartas. Mas quem sabe Lobato abraçou algumas ideias reacionárias e preconceituosas num período equivocado, podendo depois ter revisto seus conceitos? Afinal de contas personagens importantes da História do Brasil, como Dom Hélder Câmara, que chegou a ser chamado de “o bispo vermelho”, na juventude foi integralista, um movimento de extrema direita criado no país que flertou com o fascismo da Itália e o nazismo alemão.

É triste admitir as posições racistas de Monteiro Lobato, o escritor que encantou as crianças do Brasil com seus livros, o homem que defendeu o país contra trustes estrangeiros e que chegou a ser preso por suas posições políticas avançadas,  na ditadura de Getúlio Vargas.


De todo modo, se ele foi infeliz em alguns momentos de sua vida e escreveu cartas que comprometeram sua imagem de pessoa correta e justa, em sua obra ele permanece grande e mesmo o conto “Negrinha”, é uma pequena obra prima que mais parece um libelo contra os racistas do que o contrário.

8 comentários:

  1. É muito preconceito para com os pobres macacos!!

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    1. Esse odio que você nutre contra os negros,um dia vai escapar da sua boca,por enquanto é só uma leve ironia o que você escreveu acima,mas como diz o dito popular;a boca fala do que o coração está cheio.A justiça do homem consegue ser driblada,mas com a justiça de Deus não se brinca,cuida de retirar essa nojeira do teu coração Ewerton Souto,estai
      s correndo o risco de perder teu bem mais precioso.

      Carlos Vitor Boa vista Garanhuns

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    2. Qual foi o ódio contra negros seu idiota? Vai aprender a ler analfabeto!

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    3. Este comentário foi removido pelo autor.

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    4. O odio esta nas entrelinhas,você sabe disso,não é a primeira vez que percebo isto em seus textos.No minimo seu comentario foi desnecessario e com certeza não edificante por tanto da proxima vez cale se,pra não escrever m...

      Carlos Vitor

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  2. José Fernandes Costa25 de setembro de 2016 13:17

    Monteiro Lobato (1882 / 1948) e Gustavo Corção (1896 / 1978) são contemporâneos. - Não sei se Lobato era "católico fervoroso", tal como era Corção. - O certo é que ambos foram polêmicos e, como escritores, suas obras nunca me fascinaram. - Corção era fanático, radicalmente, católico. - Lobato, irônico escravocrata. /.


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