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quarta-feira, 5 de junho de 2013

O DIA EM QUE GARANHUNS EXPLODIU

Avenida Santo Antônio logo após a explosão

Do Blog de Anchieta BarrosFazem 33 anos da tragédia no centro de Garanhuns...

Tudo começou às oito horas e trinta minutos de quinta-feira, dia 05 de junho de 1980, a barraca de vender  fogos pertencente  ao senhor Protásio  Gomes Azevedo, conhecido por Tarzinho, motivada  por um  curto  circuíto  na instalação  elétrica, explodiu e em menos    de dez segundos  também explodiu  a outra barraca  pertencente ao senhor  José Alves  da Silva  Filho, conhecido por José Barroso.

Ambas as barracas de vender fogos foram armadas sobre a marquise que serve de cobertura para o Bar "O Colunata".  A explosão provocou um deslocamento de ar num raio de ação de mais ou menos quinhentos metros, cujo impacto arrancou o teto de várias casas comerciais localizadas na Avenida Santo Antonio, quebrando as vidraças e portas de várias delas.

A mais atingida foi a Veneza Americana, pertencente ao senhor Silvio Apolinário que teve as portas arrancadas e as mercadorias totalmente danificadas.

O setor bancário também sofreu terríveis danos, sendo que o mais atingido foi o Banco do Brasil que teve o forro de gesso dos dois andares totalmente danificados, dando a impressão de que havia sido decorado para uma baile de São João.

O Cinema Jardim que ficava localizado na praça do mesmo nome, teve o forro da marquise e do salão de espera também destruído. A placa de cimento armado a ferro que cobre os boxes ficou parcialmente destruídos.

Na catástrofe morreram quatro pessoas e trinta e oito ficaram feridas. Esta foi a segunda maior catástrofe acontecida em Garanhuns. A primeira foi a Hecatombe de 1917, por questões políticas, tendo morrido na ocasião mais de dez pessoas. Nesta calcula-se uma prejuízo de aproximadamente cinquenta milhões de cruzeiros. O Prefeito Ivo Amaral ao ter conhecimento do lamentável acontecimento comunicou-se imediatamente com o Governador do Estado e todas as Secretarias de Governo. Meia hora depois do acidente a Avenida Santo Antônio ficou sob controle das autoridades que tomaram todas as providências necessárias ao socorro às vítimas para evitar incêndio nas casas comerciais e bancos.

É conveniente se ressaltar o trabalho desempenhado pelo 71º B.I. e 4º Companhia de Polícia que imediatamente enviaram seus soldados e num trabalho constante amenizaram o sofrimento de todas população.

Também prestaram inestimáveis socorros a Prefeitura desta cidade que por determinação de Ivo Amaral foram colocados em ação todos os engenheiros, trabalhadores, secretários e os veículos do município, a Câmara Municipal, a Rádio Difusora que num trabalho de esforço e profícuo tranquilizou a população, a Celpe que imediatamente procurou através de seus eletricistas, consertar a rede de energia, prefeitos da região que vieram se solidarizar com o colega chefe do executivo local e o povo em geral que num espírito de solidariedade não saiu da praça durante todo o dia.

Garanhuns viveu naquela quinta-feira, dia Corpus Christi, o mais terrível drama de sua história. A nossa população de cento e vinte mil almas ficou totalmente traumatizada.

Por volta das 13:30h chegou a esta cidade o Governador Marco Maciel, acompanhado dos Secretários José Tinoco, da Secretaria de Trabalho e Ação Social, Djalma Oliveira, da Secretária da Saúde e vários assessores do Governo.

Na ocasião e no local do sinistro o Governador Marco Maciel prometeu toda ajuda necessária as vítimas e aos que sofreram danos materiais.

(Reportagem do Professor e Jornalista José Rodrigues da Silva (saudosa memória), para o Jornal "O Monitor" em junho de 1980 - Foto: Avenida Santo Antônio após a explosão).

8 comentários:

  1. Lembro que neste mesmo tempo o Bispo Dom Tiago travava uma luta com o comércio para manter o feriado do dia Santíssimo do Corpo de Deus.Mas como o dinheiro parece ser mais importante para alguns, o comercio estava para abrir. Não digo um castigo, mas não seria um sinal? Não há o que se discutir pois esta resposta ninguém poderá dar, mas vele a pena pensar! Acorda Garanhuns!

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  2. Amigo Roberto, lendo a matéria e um filme passado em minha cabeça. era aluna do Colégio Santa Sofia e estava na Catedral de Santo Antônio onde participava da Missa de Corpus Chisti quando ouvimos o barulho. Senti muito medo. Um horror

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  3. Tudo isso só acontece por causa dos erejes que não acreditam no poder de Deus. Quem brinca com Deus termina assim. Quem desafia Deus mais cedo ou mais tarde tem o que merece sua ignorância.

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  4. ISTO É UMA PROVA INCONTESTE QUE A NOSSA QUERIDA KITTY NÃO É TÃO NOVINHA ASSIM!!! COM TODO RESPEITO...

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  5. Eu estava em casa na boa vista e tinha 7 anos mas lembro de tudo.Os vidros do apartamento em que morava vibraram tanto que achei que iam rachar. Nós não sabíamos o que tinha acontecido e ficamos preocupados pois conhecíamos muitas pessoas que trabalhavam no comércio. Eu lembro que saiu até no jornal nacional. O centro ficou em ruínas. O lado bom dessa história foi ver que Garanhuns foi muito forte e se reconstruiu ainda mais linda.

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  6. Parabens Roberto por relembrar o nosso passado, apesar de ser uma péssima lembrança, pouco se falou e mostrou alguma imagem, você fez isso com sabedoria, lembro-me que tinha sete anos, morava proximo a tomas maia, acordei com o barulho, vi algo assustador, olhei pro céu e vi uma nuvem cinza e com muitos pedaços de papel voando, minha avó não me deixou sair de casa esse dia. Horas depois soube do acontecido, e ainda tem marcas dessa tragedia no colunatas. Mais uma vez parabens por por relembrar esse fato historico da nossa Garanhuns, ia esquecendo Kity apesar de vivenciar esse tempo, ainda continua bela.

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  7. Agradeço a gentileza Ricardo. Mas é bom ressaltar que o mérito principal é do Anchieta Barros, pois foi ele que publicou originalmente este texto em seu blog. Confesso que fiquei emocionado ao terminar a leitura e descobrir se tratar de uma reportagem do professor José Rodrigues - grande figura humana! - de saudosa memória.

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  8. Nesta época eu e os meus irmãos vendiam jornais pelas ruas da cidade. Estava eu descendo pela rua D. josé, após ter pego os meus jornais na banca de seu carminho na av. Sto Antonio, quando ouvi o estrondo. Senhores, eu dei uma "carreira" tão grande em direção a "não sei praonde" que terminei por me espatifar no chão. Mais tarde, já recomposto, retornei ao centro e pude perceber a tristeza e o espanto que pairava nos rostos dos presentes. O centro tinha o aspecto de uma cidade bombardeada. Cena inesquecível!

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