TÚLIO GADELHA - A INVENÇÃO QUE NÃO DEU CERTO


Antes de se tornar conhecido nacionalmente por namorar a jornalista Fátima Bernardes, Túlio Gadelha foi candidato a deputado estadual em Pernambuco, mas não se elegeu.

Depois, com seu nome divulgado em toda a imprensa do país, por conta da namorada famosa, Túlio foi candidato logo a federal e se elegeu. E depois conseguiu a reeleição.

O parlamentar sempre teve uma atuação simpática, no campo progressista.

Na eleição deste ano, alguém teve a ideia, parece que a própria governadora, de lançar Gadelha candidato ao senado.

Imaginavam, talvez, que a associação dele com Fátima tivesse efeito na eleição majoritária.

Além disso, o verniz progressista do deputado tiraria o rótulo de bolsonarista dado à governadora por alguns setores da política.

A invenção, porém, parece que não deu certo. Faltando 25 dias para a eleição, a última pesquisa Quaest mostra Túlio Gadelha com apenas 4% das intenções de voto.

Está atrás de Marília Arraes, Humberto Costa, Mendonça Filho e Eduardo da Fonte.

Para reverter isso até o próximo dia 4 de outubro vai ser difícil.

Túlio, ao que tudo indica, perdeu os votos que tinha na esquerda sem conquistar praticamente nada da direita,  que não gosta de sua insistência em falar o nome de Lula.

O parlamentar está sem discurso, parece perdido e contraditório.

Elogia Raquel de um jeito que nem parece um deputado federal em segundo mandato. Passa a impressão de um fã, tietando a líder. Ou seria musa?

O tempo, sempre, termina por revelar quem é quem.

Lembram do Sérgio Moro? Já foi tido como um herói. Hoje é só um político de extrema-direita que costuma assassinar o léxico.

Túlio Gadelha parecia um artista, com seu ar de galã. Tinha o ar de bom moço.

No momento está mais para "bobo da corte", usado para consolidar um projeto de governo com viés de direita em Pernambuco.

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