O primeiro que passou pela Sabatina foi Romeu Zema (Novo) e ontem foi a vez de Ronaldo Caiado, do PSD.
As entrevistas, depois do Jornal Nacional, são conduzidas por César Tralli e Renata Vasconcelos.
Jornalistas do Grupo Globo fizeram uma avaliação negativa da entrevista de Caiado.
"Caiado apelou à velha tática de falar muito para não responder nada. Enrolou sobre a promessa de anistia aos golpistas e não soube explicar por que nem seus aliados de partido o apoiam. Evitou se comprometer com medidas impopulares, mas derrapou no elitismo ao chamar trabalhadores que recebem salário mínimo de "pobres coitados". comentou o jornalista Bernardo de Mello Franco, que deu nota 1 à performance do ex-governador de Goiás.
A jornalista Miriam Leitão deu a mesma nota baixa do colega.
Segundo ela, Ronaldo Caiado não respondeu às perguntas feitas, e usou a técnica de empilhar problemas do país para ocupar o tempo.
"A única proposta concreta foi anistiar os golpistas de 8 de janeiro. Demonstrou total despreparo para ser candidato e perdeu a oportunidade da entrevista", detonou Miriam.
Renato Meirelles também deu nota 1. Ele disse que Caiado, como Zema, já foi visto como queridinho da Faria Lima e possível terceira via. Mas completou que na entrevista não respondeu às perguntas nem conseguiu apresentar propostas concretas para a vida das pessoas.
"Uma terceira via competitiva precisa oferecer mais do que antipetismo. Precisa mostrar, com clareza, que país quer construir", ressaltou Meirelles.
A jornalista Vera Magalhães deu nota 2 à entrevista do ex-governador.
"Quando dois ou três falam, ninguém entende. A entrevista foi confusa, dura de acompanhar. Caiado parecia achar que falando em cima dos entrevistadores iria escapar das inconsistências das suas respostas. Só afugentou o espectador/eleitor".
O entrevistado de hoje será Renan Santos (Missão), amanhã é a vez do presidente Lula (PT) e na sexta Flávio Bolsonaro (PL).
No sábado ainda tem Augusto Cury, do Avante.
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