A PROFISSÃO DE JORNALISTA NÃO PODE SER "CASA DE MÃE JOANA"

O jornal Folha de São Paulo, que foi pioneiro na luta pela cassação do diploma para jornalistas, agora tenta impedir que o canudo volte a ser exigido, depois que os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes se posicionaram sobre o assunto.

Josias de Souza, jornalista de renome do Grupo Folha, chegou a dizer que os dois ministros do STF falaram bobagem.

Reinaldo Azevedo, do Metrópoles, apesar de não considerar o diploma necessário, disse que não poder continuar a esculhambação atual.

É esculhambação mesmo. 

Hoje qualquer criminoso vira jornalista de uma hora para outra. Tem analfabeto com registro profissional dado pelo estado.

Foi registrado até um caso de uma criança de 14 anos com registro profissional de jornalista.

Ora, para ser médico é preciso fazer faculdade, o mesmo vale para fisioterapeutas, dentistas, advogados, engenheiros e enfermeiros.

Mas jornalista, como falou o ministro Flávio Dino, basta acordar e querer ser.

E com a praga dos tais de influencers, a situação ficou muito séria.

O pretexto dos que não acham o diploma necessário é a "liberdade de expressão".

Como se esse direito pudesse ser usado para abrir as portas para a ignorância, o mau caratismo e até crimes como o de extorsão.

Sim, podem existir bons jornalistas que não fizeram faculdade específica.

Mas se não existe um mecanismo para regular o exercício da profissão vira uma zorra. Terra de ninguém.

Assim como é preciso regulamentar as redes sociais,  é necessário um controle em cima de quem vive de "conquistar os corações e mentes".

O jornalista sem diploma interessa mais ao mercado, às grandes corporações, aos que não estão interessados na ética e nem na honestidade de quem escreve ou sai por aí com um microfone na mão.

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