Irreverente, um tanto anárquico no microfone ou em frente às câmeras, o apresentador teve problemas com a censura, na época do regime militar.
Mas Chacrinha também, contraditoriamente, defendeu a censura em algumas ocasiões, ao apresentar seu programa.
Segundo o escritor e jornalista Paulo César Araújo, na década de 70 o comunicador defendeu que a música "Uma Vida Só" (Pare de Tomar a Pílula), de Odair José, fosse censurada.
Chacrinha justificou que a letra da canção era "horrível e pornográfica".
O Velho Guerreiro, como era chamado, também implicou com as capas de discos de Maria Bethânia e de Gal Costa.
Ele não gostou da foto da irmã de Caetano Veloso mostrando o busto.
Quanto a Gal, a crítica foi a foto da cantora, no álbum "Índia", de tanga.
Abelardo Barbosa pediu que as duas campas fossem censuradas.
Outro artista que desagradou Chacrinha foi Ney Matogrosso, por conta dos seus rebolados.
Pediu a intervenção da censura e foi atendido.
"Bem feito", disse o comunicador, fato registrado pelo citado Paulo César Araújo.

Foi esse senhor, junto com o "rei" Roberto Carlos, que destruíram a carreira fulminante de Ritchie, um gringo alto e bonito e de olhos verdes, que chegou e emplacou um milhão de Lps vendidos em pouco tempo, inclusive gravando com Caetano Veloso. No Youtube, há um vídeo esclarecendo tudo direitinho. Roberto, que nunca foi bonito e muito menos alto, fez um conluio com o "velho guerreiro" para sabotar as apresentações do gringo no programa deste. E, de repente, Ritchie sumiu. Ninguém nunca entendeu. E a direção da CBS, gravadora dos dois, sabotou ao máximo o gringo.
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