Como pegava mal registrar a data do golpe no dia da mentira, o 31 de março passou a ser o dia do que os militares passaram a chamar de revolução.
Quiseram passar a ideia de que foi um movimento contra o comunismo, quando na verdade não havia tal perigo no país.
O golpe vinha sendo tentado desde 1954, mas as movimentações enfraqueceram com o suicídio do presidente Getúlio Vargas, em agosto do referido ano.
No início da década de 60 o candidato da direita, Jânio Quadros, um demagogo, se elegeu presidente, renunciando o mandato sete meses depois.
Houve resistência à posse do vice, João Goulart, que era nacionalista, ligado às esquerdas, mas este terminou assumindo.
Goulart tentou fazer avançar pautas ligadas aos interesses populares e então a conspiração avançou.
A união de militares, empresários conservadores, a grande imprensa e setores da igreja católica, além do apoio americano levaram a derrubada do governo.
O Brasil só voltou a eleger governadores pelo voto em 1982.
A primeira eleição para presidente, depois do golpe, aconteceu em 1989.
Foram duas décadas de terror. Brasileiros tiveram de se exilar em outros países.
Pessoas foram sequestradas, torturadas e mortas.
A imprensa passou muitos anos censurada, amordaçada, de modo que a corrupção, praticada pelos governos militares, não podia ser denunciada.
O ano de 1964 é para lembrar como um momento triste da história, que não deve nunca mais ser repetido, como tentaram no dia 8 de janeiro de 2023.
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