BRASIL LEMBRA DOS 61 ANOS DO GOLPE MILITAR DE 1964


O golpe militar que acabou com a democracia no Brasil, instalando uma ditadura que durou 21 anos,  se consolidou de fato no dia 1º de abril de 1964.

Como pegava mal registrar a data do golpe no dia da mentira, o 31 de março passou a ser o dia do que os militares passaram a chamar de revolução.

Quiseram passar a ideia de que foi um movimento contra o comunismo, quando na verdade não havia tal perigo no país.

O golpe vinha sendo tentado desde 1954, mas as movimentações enfraqueceram com o suicídio do presidente Getúlio Vargas, em agosto do referido ano.

No início da década de 60 o candidato da direita, Jânio Quadros, um demagogo, se elegeu presidente, renunciando o mandato sete meses depois.

Houve resistência à posse do vice, João Goulart, que era nacionalista, ligado às esquerdas, mas este terminou assumindo.

Goulart tentou fazer avançar pautas ligadas aos interesses populares e então a conspiração avançou.

A união de militares, empresários conservadores, a grande imprensa e setores da igreja católica, além do apoio americano levaram a derrubada do governo.

O Brasil só voltou a eleger governadores pelo voto em 1982.

A primeira eleição para presidente, depois do golpe, aconteceu em 1989.

Foram duas décadas de terror. Brasileiros tiveram de se exilar em outros países.

Pessoas foram sequestradas, torturadas e mortas.

A imprensa passou muitos anos censurada, amordaçada, de modo que a corrupção, praticada pelos governos militares, não podia ser denunciada.

O ano de 1964 é para lembrar como um momento triste da história, que não deve nunca mais ser repetido, como tentaram no dia 8 de janeiro de 2023.

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